quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Ano Novo - Esperânça sim, otimismo não.

        
        
       
           Como brasileiro que sou, tenho esperanças de dias melhores para o país e o povo. Mas não há razão alguma para otimismo.
         A inflação acaba de atingir o impensável patamar de dois dígitos muito acima do teto "previsto", o PIB brasileiro, se removermos a maquiagem contábil, é o menor desde 2002. A política fiscal, sob a égide da gastança, também sofreu cirurgias contábeis como vendas fictícias de plataformas e, mesmo assim, atingiu um superávit primário negativo.
         Esse resultado primário foi negativo pela primeira vez desde que o Banco Central começou a computar dados do setor público, que inclui governos federal, estaduais, municipais e empresas estatais, em 2001. 
         Em 2013, houve um superávit de R$ 91,3 bilhões, e em Em 2014, com o advento dos escândalos, o déficit apareceu nu e cru e foi de R$ 32,5 bilhões. 
         Embora jovem, a Constituição chega aos 25 anos como uma anciã, cheia de botox e implantes. Ela é hoje a própria negação da estabilidade institucional, pois o executivo governa através de recorrentes abusos e MPs, o congresso interfere descaradamente nas políticas públicas indicando cabos eleitorais para cargos públicos e o judiciário, volta e meia, atropela os outros poderes. 
        Quanto a corrupção, nossa imagem internacional se deteriora em curva ascendente, mas tudo é justificado em nome da governabilidade. O Estado não para de crescer. Há bem pouco tempo a presidente nomeou 2.315 funcionários sem concurso. O mesmo fez o senador Renan Calheiros, que também sem concurso nomeou mais de 2.200 funcionários para o senado. 
         É lógico que a carga tributária tem que aumentar, e para compensar esse desajuste moral, o Estado distribui bolsas e cotas, sem se preocupar com a saída digna desses milhões de cidadãos da real miséria mantendo-os presos aos favores oficiais. 
         O que era pra ser inclusão torna-se assistencialismo permanente e eleitoreiro. A esquizofrenia da União se espalha como rastilho de pólvora por estados e municípios aumentando o caos institucional. Nossas cidades converteram-se em campos de violência, o painel se amplia com o caos automotivo resultado de políticas equivocadas. 
         Saúde educação e infraestrutura completam um governo sem planejamento, sem nenhuma política macroeconômica e atirando em todas as direções na busca descarada de votos.

Comentários: AnalfaBlog


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Existe vida inteligênte no universo?




         Esse é um ensaio sobre a prepotência e a arrogância dos homens - ou, se assim preferirem, um tributo a leviandade do pensar. 
      Um vírus é por demais pequeno para ser visualizado em um microscópio comum, e há mais organismos vivos, vírus, bactérias etc... morando na pele de um ser humano do que gente no planeta.
      Cerca de quatro mil desses organismos estão apinhados em cada centímetro de pele dos braços, sendo que nas axilas o número pode chegar a casa dos dois milhões.
       Mas vamos ao que interessa...
Sônia Vírus estava sentada em seu vale de poros, pensando em todos os problemas que afligem seu mundo tendo ao lado sua melhor amiga Claudete Vírus, que repentinamente desabafa:
     - Ah, estou com um terrível dilema na cabeça! As crianças perguntaram sobre vida em outros mundos e eu fiquei em dúvida sobre o que falar.
    - Sônia prontamente dispara: Bem, basta faze-los ver as estatísticas vitais que possuímos, que são se não me falha a memória mais ou menos 25 nano-milímetros, ou a perfeição com que fomos gerados, ou então o  maravilhoso sistema de vida em nosso mundo, para depois perguntar se podem conceber no universo raça maior ou mais perfeita. E aí dê o assunto por encerrado, ora vida em outros mundos... Bah.
     O mundo em que viviam era um lugar muito esquisito, em que todos os habitantes residiam em vales de poros (pequenas cavernas ou buracos no solo) e que dependendo do local geográfico podiam possuir pilastras imensas originadas do centro dos poros e que se entrelaçavam entre si no alto em suas pontas.
     Alguns grupos de vírus conseguiram escalar essa massa de pilares e olhar para o espaço exterior acima da superfície em que moravam.
     Era realmente notável a imensidão inexplicável do universo de pelos ou pilares repetindo-se até o infinito revelado pelo alcance óptico de um vírus.
     Sônia Vírus e sua amiga estavam sentadas em um dos vales de poros, numa região que raramente era coberta de pelos, ou pilares como eram chamados e de onde podiam olhar para os céus, e Claudete perguntou olhando para cima:
     - Muitas vezes fico pensando, Sônia, existem ou não outros mundos além do nosso?
     Ouviu-se então uma nova voz, um senhor vírus chamado Aragon, nascido de uma cultura de Uganda, ou pelo menos era isso que constava na memória genética de seus antepassados, que disse:
    - Tolice Sônia, tolice, você sabe perfeitamente que há milhares de mundos no universo dos poros e acima deles. Já não os vimos à distância as vezes? Mas não sabemos se possuem vida inteligente sobre a superfície, sabemos?
   - Uma quarta voz se fez ouvir:
   - Bem, eu acho que nosso mundo foi feito especialmente para nós. Não existe nenhum outro mundo com uma vida como a nossa. Sinceramente creio que o mundo inteiro foi feito por Deus para nós vírus, que afinal fomos criados a sua imagem e semelhança, ou não?
    Pensem bem, vocês conhecem outra forma de vida que se compare com a nossa, outra inteligência semelhante? E os vales em que vivemos, como foram criados? por quem? para quem?
     Somos a forma de vida mais evoluída e dominante do universo.
    Quem falava era Rudi Gama, um tipo de sujeito erudito, viajado e respeitado, afinal tinha ido, certa vez, até o vale de poros vizinho de modo que sua opinião era sempre ouvida com respeito.
    - Ah, isso tudo é pensamento burguês, o que vale mesmo é a autoridade e a liderança, disse com convicção Nestor, um vírus com tendências esquerdistas latentes. Deus não existe, vida em outros mundos não existe, é tudo uma enganação barata.
     - É falou Sonia, não sei, talvez você tenha razão,  já rezei muito e nunca tive resposta as minhas preces, e vocês?
     Os outros ficaram ali sentados, calados, refletindo, imersos em seus pensamentos.... então veio a catástrofe.
      Do espaço exterior veio uma coisa imensa, creio que era um OVNI ou coisa pior, cortando e ceifando com velocidade espantosa, as pilastras ou pelos dos poros, raspando e destruindo tudo enquanto Sônia gritava "Valha-me Deus" !
      Então, um dilúvio ardente caiu sobre eles e de repente, Sônia, Claudete, Aragon, Rudi Gama, e Nestor Vírus deixaram de existir quando o mundo chamado humano passou uma loção após barba no rosto!


Comentários: AnalfaBlog

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Jesus Cristo Superstar


         Tapetes Vermelhos? Prédios do mais alto Luxo? e nosso povo com fome... Alguém precisa lembrar a alguns dos poderosos e ricos senhores que se autointitulam Bispos, apóstolos, pastores entre outras denominações mais, sejam católicos evangélicos ou mesmo luteranos que CRISTO não é de sua propriedade, mas reside em cada um de nós. 
        A pompa, riqueza e luxo ostentado pelo Vaticano assim como os riquíssimos templos evangélicos, contrastam tristemente com a vida e a história DAQUELE a quem dizem representar, o qual segundo se crê nasceu em um estábulo na mais absoluta pobreza e durante sua curta passagem por aqui despojou-se de toda e qualquer posse que considerasse mais necessária a outrem. 
        Se não aprendem lições simples de humildade e paixão como esta, como podem pretender serem nossos guias até ELE. Vosso caminho me parece o inverso. 
       As atitudes, envolvimento em políticas, apego ao ouro, os paramentos e serviços das igrejas e assembleias sempre me trazem à mente a imagem dos romanos, suas pompas, riquezas e tudo mais do qual o SENHOR tanto se afastava assim como seus discípulos. 
        CRISTO, segundo me ensinaram nasceu e viveu na pobreza e sempre repetia: A maior riqueza é o pensamento puro e voltado à meu PAI. ELE é o único Caminho, a Verdade e a Vida!  Peço escusas sinceras, mas não consigo vê-los como representantes DELE.  
         Seus bispos, padres e pastores, falam NELE mas não vivem como ELE.  Pregam suas palavras, mas não as seguem,  pedem - amai-vos uns aos outros - mas não se entregam ao amor, e não estou falando só de amor carnal, mas fraternal. 
         Desdenham e desprezam o sagrado mandamento que prega:  Usai ne polluatis nomen meum sanctum , ut non quaecumque vultis ut faciant vobis vanum nec teipsum. (Não usai meu santo nome em vão assim como não fazei a outrem o que não fazes a ti mesmo). 
         Por favor, para as Igrejas serem a legítimas representantes de CRISTO, só se for através do FAÇAM O QUE DIGO MAS NÃO FAÇAM O QUE FAÇO! 
       É impossível descobrir um CRISTO de humildade e amor através dos vossos passos e atitudes! Parecem mais como sacerdotes Saduceus, a que o Senhor tanto desprezava.
        Sei que, por alguns, vou ser criticado, amaldiçoado e até excomungado, mas para ser coerente com meus princípios não posso mudar meu modo de pensar, assim sendo: 
         Vocês não servem de EXEMPLO para quem quer descobrir o caminho até ELE! 

Texto: analfaBlog
Comentários: analfaBlog

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O Brasil que eu tanto quero.

           

          É manhã de quase primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um ímpar presente da natureza para quem decide ir caminhando para o trabalho.
           Andava em direção ao centro da cidade, conjecturando sobre as últimas noticias do pedaço de mundo chamado Brasil.  Quais as regras que irão reger as próximas campanhas políticas?  Irá sustentar a fidelidade partidária?  E o foro privilegiado para autoridades políticas? O presidente cai ou não?   
       De repente ao virar em uma esquina deparei-me com uma triste cena: duas crianças pequenas, dormiam sobre jornais debaixo da marquise de um magazine, cobertas com papelões e trapos como único abrigo contra a noite anterior, que se bem me lembro, chovia muito quando fui deitar por volta das 11:00 da noite.
       Pasmo e triste com a cena sigo na caminhada pela manhã agora já não tão linda. 
      Retomo meus pensamentos para a atual situação política do país e recordo as recentes maracutaias e negociatas nos escabrosos corredores do planalto!
     Passo através da praça central e ao sair do outro lado, vejo um casal, com uma criança de colo, buscando em uma lixeira pública o que seria a primeira refeição do dia. 
        Descortinou-se então uma visão do cotidiano em sua face mais cruel.
       O dia continuava lindo, mas as nuvens da miséria patrocinada pela corrupção insistiam em pinta-lo de cinza e cobriam tudo com a névoa rubra que só o desencanto é capaz de produzir.
    CPIs, promessas de campanhas, desvio de verbas para enriquecimento pessoal, mensalão e mensaleiros, petrolão e seus canalhas, líderes que bradavam ética e honestidade e ora desnudos mostravam-se sujos como breu,  outros quando em campanha tudo criticavam agora após eleitos nada sabem e nada veem, filas intermináveis em pronto-socorros e muitas outras sandices começaram a perturbar meus pensamentos e poluir a visão do dia que se iniciava, cobrindo de horror minha mente.
       Senti-me réu em assumida culpa por omissão!
       Como pude ver isso todos os dias e ainda assim não ver?  O que houve com meu senso de justiça?  O que me tornei?  Onde em minha caminhada pela vida adentrei nesse caminho?  Quando me tornei conivente e cúmplice dessas barbáries?
       Na verdade eu sempre soube as respostas, apenas me recusava firmemente a assumir minha parte na culpa.
        Eu sabia por exemplo, que quando permiti que a propaganda eleitoral (na verdade eleitoreira) entrasse em minha casa, com seus chavões e imagens criadas com todo zelo por marqueteiros profissionais, e me seduzisse com suas promessas e ilusões, tornei-me cúmplice das safadezas que estariam por vir.
       Bastaria apenas desligar a TV no horário eleitoral,  e procurar por mim mesmo aquele a quem meu voto iria ajudar a eleger-se.
      Não, claro que não,  é muito mais fácil e cômodo fazer a escolha pelo que nos mostram como "verdade" sobre as intenções dos políticos.
      E então, com nossa total permissão, na tela, finalmente descortina-se diante de nossos olhos a solução de todas as mazelas.       
      Tchan-tchan... Ele, "o candidato".
      Impecável, bem falante, quase sempre cercado de crianças sorridentes e felizes,  e uma cuidadosa partitura musical de fundo a emoldura-lo em seu melhor sorriso.
      Então, pra finalizar o tempo disponível no horário eleitoral com chave de ouro: "O jingle da campanha"!
      Sou apenas mais um brasileiro descontente com a nossa política, mas o olhar daquela criança comendo lixo com seus pais vou reter com cuidado na memória, e será esse olhar que levarei para a cabine de votação nas próximas eleições.
       Vou, a partir de agora,  fazer toda a força possível para jamais esquecer, que todos nós comemos  os  "frutos" de nossas escolhas!

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog
Revisão: Sandra Fernandes

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Pasadena - Aventura Comercial ou Criminosa?


   
        Recentemente me descobri pensando sobre a incapacidade das pessoas em geral de reterem ou ao menos interessarem-se em analisar um pouco mais os fatos e notícias sobre nosso cotidiano, e ir a fundo em suas verdades e mentiras. 
     Isso demonstra que a população esta por demais acomodada em receber tudo mastigado, devidamente adoçado pela grande mídia e previamente escrutinado por editores zelosos em informar, sem causar danos mais sérios aos donos do poder. 
        Assim é a recente, e já quase esquecida, compra da refinaria de Pasadena no estado do Texas (EUA).
        Só pra lembrar, em números redondos a Astra-Oil, empresa Belga, comprou a refinaria como sucata em 2005 por US$ 42 milhões. Um ano depois, em 2006 vendeu 50% para a Petrobras por US$ 360 milhões. 
          Esperem um pouco: A Astra-Oil compra uma sucata em leilão por US$ 42 milhões e em um ano vende para a Petrobras apenas metade dela por US$ 360 milhões?  Tudo bem que US$170 milhões seriam reservas de petróleo mas algo não cheira bem...
         Argumentava-se que o consumo de combustíveis, então estagnado no Brasil, disparava nos Estados Unidos em meio a euforia generalizada pela economia aquecida, mas a diferença gerou um ágio impensável e inconcebível em transações internacionais. 
         O conselho de administração da Petrobras, presidido por Dilma Rousseff,  mesmo já surgindo ventos de mudanças na economia mundial aprovou e autorizou a transação que tornava a estatal brasileira sócia da Belga Astra-Oil. 
        Os preços do petróleo, como era previsto mesmo antes da compra, assim como os lucros estimados despencaram e a sociedade chegou ao fim.
        Com o divórcio, Dilma e seus conselheiros descobriram as pesadas vantagens contratuais em caso de prejuízo ou queda na produção ou venda do óleo, a favor da empresa Belga. 
        Resignados Dilma e seus conselheiros dispuseram-se a pagar - pasmem - US$788 milhões pelo restante da aventura desastrosa, mas foram barrados pelo conselho administrativo que não deu seu aval.
        Próximo passo, a justiça. Prevendo uma derrota na seara jurídica a Petrobras fez um acordo de US$821 milhões. 
          Soma total do nosso prejuízo, fruto de uma aventura criminosa do governo: US$ 1,18 Bilhão. 
        Alguém viu ou escutou isso na Rede Globo de Televisão? na Record? na Rede Tv? no SBT? ou mesmo leu em algum jornal? 
          Quando o mundo é de sonhos, não gritem, não alertem.... o santo é de barro.

Comentários: AnalfaBlog

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Política Brasileira - Os donos do Jogo.



        Existe uma frase célebre de autoria de Karl Marx:" Os filósofos já se puseram a pensar o mundo. Resta agora transforma-lo". Examinando o cenário político brasileiro, entendo que isso nos mostra que temos uma legislação esplêndida, não perfeita, mas passível de modificações com uma emenda aqui, outra ali, sem recorrer-se a este engodo que estão pretendendo. 
       Para tal  basta que as leis existentes sejam fiscalizadas e cumpridas igualmente por todos.
        Qualquer observador mais atento percebe que de nada adianta consultas populares para a realização de uma reforma política se, efetivamente, sejam qual forem suas alterações, nada ou muito pouca coisa irá melhorar, e aqueles afeitos à corrupção sempre encontrarão formas para continuar obtendo vantagens. 
        Para que tantas discussões sobre financiamento de campanhas público ou privado, se os partidos manipulam as doações para seus candidatos como lhes convém? 
        Os atuais partidos políticos no Brasil, - todos - tem a corrupção, interesses pessoais, troca de vantagens e propinas, como algo natural e necessário ao "jogo político". As exceções ficam por conta de alguns parlamentares que ainda creem ser possível fazer uma boa política voltada a causas mais nobres. 
       Enquanto não mudarmos o pensamento de que nós eleitores somos os patrões com poderes para admitir e demitir, nada ira mudar. O sistema deveria estar abaixo da lei, mas infelizmente está sobre ela, manipulando-a, ignorando-a. Prova disso, é que aqueles que detém o poder fazem o que bem querem, deixando-nos a amarga sensação de impunidade. 
        A população precisa entender que, enquanto existirem chavões e gritos de ordem raivosos, invasões e depredações, movimentos - ditos sociais - habilmente orientados e financiados por aqueles que vão realmente obter as vantagens, o Brasil nunca irá mudar. Todos perdem. 
      A mudança começa através do voto (honesto e passível de auditorias), excluindo-se paulatina mas definitivamente os maus gestores e legisladores, renovando-se constantemente o sistema com pessoas sérias e comprometidas. 
       Por enquanto, vendo policiais, prefeitos, deputados e até juízes envolvidos em maracutaias e corrupção, penso que se Jesus Cristo voltasse à terra, ofenderia os interesses da classe dominante sendo novamente crucificado. 

Comentários: AnalfaBlog  

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Samarco - Dilma Rousseff, e a Tragédia em Mariana.


              Vocês com toda certeza já foram bombardeados, por todos os lados com artigos em sites, blogs, revistas ou mesmo assistiram em telejornais o rompimento da barragem em Mariana/MG. Em todos os casos o que se vê é a ressonante preocupação com valores, custo e multas, enquanto o que realmente é preocupante é o terrível impacto ambiental e suas consequências.
              Mas afinal... O que aconteceu?... Porque aconteceu?... Como deixaram que acontecesse?

Vamos aos fatos!

           A Samarco é uma joint venture onde a Vale do Rio Doce possui 50% do capital. Já a Vale do Rio Doce tem o Governo Federal como seu maior acionista. Logicamente, então, a maior responsável financeira e de reconstrução passa a ser Dilma Rousseff. Talvez seja por isso que tenha demorado tanto tempo a visitar o local.
          No Wikipedia consta: O principal acionista da Vale é a União, através do BNDES, participações de fundos de previdência de suas estatais e de participação direta, que detêm a maioria das ações da Vale.
         Quem controla a Valepar é a Previ. Quem nomeia os diretores da Vale é a Valepar. Quem nomeia os diretores da Previ é o Banco do Brasil. Quem nomeia os diretores do Banco do Brasil é Dilma.
         Em 2013, o governo de Dilma Rousseff, criou à Agência Nacional de Mineração, que pelo jeito foi só mais uma agência reguladora para criar mais cabides de emprego, pois fiscalizar e normatizar, dá muito trabalho, e foi o que não fizeram. E se pesquisarmos mais a fundo,saberemos que a VALE na verdade,nunca foi privatizada, o que houve foi um acordão de FHC e os atuais mandantes do país.
         Resumindo,a Vale é dona de 50% da Samarco. O Governo Federal é dono de 49,8% da Vale. Quem é o maior responsável pela tragédia? O atual presidente da Vale, sr Murilo Ferreira, foi fincado lá pela Dilma Rousseff através da influência dos fundos de pensão. O presidente da empresa é da cota pessoal dela, logo quem manda ali é ela. Ela não sossegou enquanto não tirou o Roger Agnelli que era e de fato competente. A Vale hoje é usada politicamente como a Petrobras.
          De um modo geral o efeito obtido no caso de Mariana é o de banalização de uma matança e de um crime ambiental histórico. Como não houve chuvas, inventa-se um terremoto. A morte indescritível de moradores e a destruição de suas vidas e sonhos por uma empresa ganham, no máximo, uma cobertura de 20 segundos em jornal local, sem entrar no âmago da questão. Samarco é uma denominação jurídica, formada por grupos poderosos e esses formados por "pessoas", com o domínio do poder seja através do capital especulativo ou da força política que detém, manipulam e dominam.
           A mídia trata o caso, em especial a Rede Globo de televisão e jornalismo, com cuidados extremos, escolhendo criteriosamente o que falar ou divulgar para não chegar a instâncias superiores e desnudar "O Rei", agindo como se fizesse parte do sistema ser soterrado por uma lama tóxica enquanto se escuta a novela das oito.

domingo, 16 de agosto de 2015

Brasil - Retalhos do dia a dia - 2

Brasil - Retalhos do dia a dia - 2
Coletânea de observações do nosso cotidiano político.

            O transatlântico Brasil segue lentamente em alto mar. Tem problemas crônicos na casa de máquinas. A capitã e sua tripulação tomam as providências: Reúnem-se para discutir a faxina no convés e a arrumação dos móveis no salão de jogos. A esquizofrenia do transatlântico chegou a um ponto quase folclórico. Nem se pode mais dizer que os problemas cruciais do país permanecem intocados por causa do conflito de interesses. Não é mais o falso debate sobre privatizações,ou tirar esta ou aquela classe do nível A para B, em que um lado fica querendo parecer mais brasileiro do que o outro empunhando falsos dogmas de patriotismo. Agora é pior, já que oposição e situação não mais se diferenciam, a paralisia está no consenso.

        Por debaixo dos panos, governo e oposição estão caminhando para a costura de um acordo que acaba com o tema impeachment. Um movimento gigantesco, uma mobilização descomunal de energia e tempo para mudar a mudança, para jogar fora a arte final e consagrar o rascunho – que depois de amanhã alguém provavelmente descobrirá que não serve (tanto que já não servia) e partirá para rasurar a rasura.

       Não importa discutir se é o ideal ou não que os presidentes, governadores e prefeitos possam criar acordos e regras em seus mandatos. O que importa é que o Brasil não é confiável para criar regras, porque não se acostuma a respeitá-las. Talvez o impeachment, como sonha utopicamente a imensa massa de brasileiros descontentes, seja mais problema que solução. Ou talvez seja o contrário. Quem pode afirmar categoricamente? A única certeza inquestionável é que, se o Brasil tem problemas na casa de máquinas, esse definitivamente não é o tema que vai destravá-lo, que mereça a prioridade um acordo nacional em torno do: "O que fazer se...".

       É impressionante que um governo, um congresso, enfim, as instituições políticas de um país com tudo por fazer estejam mobilizadas para rasurar mais uma vez uma regra que, na perspectiva do tempo histórico, acaba de ser mexida, e que tem muito pouco a ver com o bom funcionamento da casa de máquinas, do país real.
      O impeachment pode ser bom, porque a continuidade da atual administração é um prenúncio de dias negros. Se há imperfeições na forma como tem sido processado, que se busque as correções de rumo. É preciso livrar-se de uma vez por todas dessa síndrome adolescente de que avançar é criar regras novas a cada nascer do sol.

Comentários: AnalfaBlog



sábado, 15 de agosto de 2015

Brasil - Retalhos do dia a dia.

Retalhos do dia a dia.
Coletânea de observações obtidas a partir do nosso cotidiano.

      Causou-me espanto ler num jornal da capital gaúcha uma observação sobre as ferramentas utilizadas pelos deputados e senadores brasileiros em seu estafante "trabalho":  
-1º) Tablet pessoal. A grande maioria revela sem o menor pudor, não saber usar e nem ter interesse em aprender. 
-2º) Notebook. O senador entrevistado revela que tem vários "rolando" pelos gabinetes e que as vezes tem dificuldade de localizar o seu. 
-3º) Telefones celulares. A média dos parlamentares possuem três, para (dizem) melhor exercer o seu ofício, e em média são 60 a 120 por gabinete. Isso tudo generosamente pago pelo contribuinte, ou seja você, eu, o taxista, o padeiro etc... sem contar que  devido ao "acúmulo" de trabalho nos quase 3 dias passados no congresso, sempre pode sair uma soneca afinal ninguém é de ferro.
          Agora vejamos as ferramentas utilizadas pela maioria dos professores públicos brasileiros: - Giz e Quadro-negro, quase sempre em péssimas condições assim como as escolas em que ensinam. E nas campanhas políticas pregam em alta voz ser a educação a prioridade para o desenvolvimento do país.
           Em outra parte do Brasil, jornal local estampa na coluna policial matéria em que a irmã de uma vítima de assalto, ligou para a polícia relatando o fato recém ocorrido, e teve como resposta de uma atendente que não era possível fazer nenhum atendimento ou mesmo ir ao local por estarem sem viaturas. Como? O que? Em uma cidade de quase 400.000 habitantes não ter viatura? Como um país, dito "emergente", saindo do terceiro mundo, que não tem dinheiro sequer para comprar viaturas policiais, sediou uma copa do mundo? Fica aí a pergunta!
         Apenas por curiosidade, fico pensando se nossos líderes tanto no legislativo, executivo ou judiciário não estão exagerando nas sucessivas propostas de aumentos exponenciais de seus já vultosos salários, incrivelmente maiores do que a receita da grande massa, que no final das contas é quem realmente trabalha e produz nesse país, para que eles brinquem de autoridades e recebam os louros do poder. 
         Gostaria de ver um, apenas um, dos nossos mandatários seguir o exemplo de Deng Xiao Ping, que se destituiu de todo salário, e de todas as regalias e honrarias ao assumir uma China caótica e atrasada e graças ao seu governo é hoje a potência comercial e financeira mais respeitada no mundo. Gostaria, mas como não posso esperar sentado vou juntar-me a vocês, que diferentemente deles temos que trabalhar.

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Brasil - A semelhança não é mera coincidência.

   
                    Vejamos: Quem advinha o nome desse pais?
                 Um país politicamente tenso. Parlamentares divididos entre o apoio incondicional e a revolta latente contra um governo que muitos consideram populista, corrupto, espúrio e incapaz de manter as conquistas recentes da nação. 
             Um governante que perde a popularidade entre os mais pobres, enquanto é sustentado pelos mais ricos que dele dependem. Uma população volúvel, cuja opinião flutua ao sabor do discurso do orador mais sedutor. 
            Uma liderança despótica, desgastada e isolada no segundo ano de governo, contra quem mesmo antigos apoiadores incondicionais já conspiram nos bastidores. Um personagem que ouve apenas bajuladores, não tolera má notícia nem contestação, mas ainda resiste, em nome da república, a ceder à última tentação autoritária. Evidente de que país se trata, certo?
            Se respondeu Brasil, errou... Trata-se de Roma, março de 44 a.C., últimos dias do governo de Júlio César, de Willian Shakespeare.
           Shakespeare escreveu a peça entre 1598 e 1599 com base em suas leituras dos historiadores romanos Plutarco e Suetônio, e impressiona-nos com por revelar a alma humana na sua busca trágica pelo poder a qualquer custo. 
          A tragédia começa com aquele ingrediente indispensável à política: Conspiração, tendo como personagens Marco Antônio, Octávio, Cássio e Brutus, e culmina, como todos sabemos com a morte de César.
          Mas o que a torna uma peça política, como o foram as centúrias de Nostradamus, e profeticamente atual, é o momento em que Cássio diante do cadáver de César pronuncia alguns dos versos de Shakespeare: /Quantas épocas por vir/Será esta nossa cena de novo encenada/em estados ainda não nascidos e sotaques desconhecidos?/.
           Pouco (se é que algo) mudou na política desde então. O sucesso de quem ambicionou o poder e hoje o detém, leva a pretensão divina, ao totalitarismo e finalmente à tragédia.
          Isso nos faz voltar ao início do artigo, e, se agora ao relermos o texto substituirmos Roma por um país tupiniquim de codinome Brasil, atualizaremos Shakespeare para o século 21 sem prejuízo de conteúdo. 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Brasil 2015 - "Quo Vadis"? "Quo Imos"?


          A inércia da presidente Dilma Rousseff (PT) perante a sucessão de denúncias, muitas já confirmadas pela operação Lava-Jato, referentes a estatal Petrobras nos remete ao filme "Quo Vadis". 
           Em uma das cenas mais emblemáticas, enquanto Roma é brutalmente consumida pelo fogo, o imperador Nero observa o caos e, fora de órbita, dedilha as cordas da lira. Desconsideradas as verdades e mentiras da história controversa, guardadas as diferenças e proporções entre a Roma do século 64  d.c. e a Brasília de 2015, a analogia é válida sob o ponto de vista da análise política do atual momento brasileiro. 
             Tal qual Alice no País das Maravilhas embalando hipotético cãozinho e ouvindo o hino internacional socialista, Dilma age como se nada estivesse acontecendo - está tudo sob controle e na mais santa paz.
          Não está. O Brasil está paralisado e sob fogo - assim como Roma - ativado pela crescente indignação da sociedade contra a espoliação dos bens públicos. E a presidente reeleita está muda, recolhida a um silêncio que fala - grita - muito mais do que palavras. Nas poucas vezes em que tomou "coragem" de pronunciar-se foi um patético espetáculo misto de analfabetismo com pseudo-arrogância, regado a mais mentiras tudo sob vaias e panelaços populares. 
           Dilma parece encabulada, encurralada... perdida no pântano em que a ânsia de poder petista colocou o Brasil. O povo esperava que a senhora presidente viesse a público explicar - sem meias palavras ou discursos prévios e escritos sob encomenda - a posição do governo acerca da ladroagem na Petrobras e assemelhados. Até o presente momento nada. Nenhuma palavra. Estão e continuam calados. Quem cala consente, pode ser?
             De outra banda o presidente do PT, Rui Falcão, defende a gestão presidencial e seu partido, com urros e uivos. Garante o líder pele-vermelha que as denúncias contra ela e a companheirada envolvida são factóides. Prezado senhor Rui Falcão: o senhor sim é um factóide, sem tirar nem pôr, pela mesma banda são açúcar do mesmo saco. 
          O ex-presidente Lula faz cara de paisagem, a exemplo de Dilma que se esconde no silêncio - revelador.  Esperam o pó baixar, cientes de que tudo vai acabar em feijão com arroz  (para fugir do surrado "acabar em pizza") e já prepara sua candidatura na eleição de 2018, na intenção de colocar o trem nos trilhos - o trem deles é claro. - Enfim:  "Quo Imos"?

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Ficha limpa - Ficha suja...qual a diferênça mesmo?



           Estava, aqui com meus botões, lembrando de uma manchete que li em um jornal da capital e que trazia como título: Paulo Maluf é inocente. Como? Quando? O que aconteceu enquanto dormíamos? 
            Pois é meus irmãos e irmãs, pasmem mas a ficha do deputado Paulo Maluf foi oficialmente declarada limpa pelo superior tribunal federal em dezembro de 2014, ao apagar das luzes, sem fanfarra nem festanças. 
           Na moita mesmo, como quem rouba, dá o tapa e esconde a mão. É muita cara de pau pra não dizer sem-vergonhice. Vamos considerar um "Acinte", palavra que quer dizer provocação deliberada. 
              O que o TSE fez, garantindo o mandato do deputado, que não pode sequer sair do país sob pena de ser preso por leis internacionais, alicerçadas em sua vida corrupta recheada de escândalos - comprovados - e maracutaias, foi um acinte. 
              Mas não foi um Acinte completo. Para completa-lo, poderiam ter publicado na imprensa nacional e internacional um aclame sobre a ficha "limpíssima" ou exemplarmente limpa, e até mesmo explicar suas muitas manchas tipo: Esta aqui? Cocô de passarinho. Essa outra? Oh apenas pingo de café. Essa aqui? foi posta pela oposição raivosa... 
            Acinte é um escárnio para com as pessoas que trabalham todos os dias, cumprem suas obrigações, olham para seus filhos com a cabeça erguida e cumprimentam as pessoas olhando em seus olhos. Será que os senhores do TSE podem fazer o mesmo?

Comentários: AnalfaBlog