terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Voo Livre - A Incrível Façanha de Saber Viver.



   Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final..
   Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
   Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
   Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
 Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
   Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
   Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido, ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
   Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
   O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
   As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
   Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
  Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível daquilo que está acontecendo em nosso coração.. 
   Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
   Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
   Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
   Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
   Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará
   Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa, pois nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
  Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
  Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
   Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
  Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ela veja quem tu és...
   E lembra-te :
   “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

Texto: AnalfaBlog
Comentários: Paulo Reis
Revisão: Sandra Fernandes                            

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Efeito Bolsonaro - Um pequeno Homem, Uma gigantesca esperança



   
    Recentemente, em um dos poucos momentos livres que minha atribulada vida me concede, encontro-me divagando sobre nosso passado, nossa história e acabo percebendo o quanto sofremos e aprendemos em tão curta existência. Sim, enquanto outras nações tem milhares de anos no bojo de sua história, nós somos uma criança, um jovem país adolescente escravizado, expropriado e que foi ainda bebê dividido entre tutores estranhos - espanhóis, portugueses, holandeses e até ingleses - todos com a mesma índole e barbárie próprias da época, e assim, entre tapas e surras fomos forjando nossa têmpera.
    Quinhentos anos após o descobrimento, em passado mais recente tivemos a malfadada ditadura Vargas seguida pelas tentativas de tomada do poder pelos comunistas em novembro de 1935, tivemos que suportar governos de todas as espécies, com suas reiteradas promessas e planos de salvação, fartura e pseudo-progresso para todos, enquanto isso o povo pacientemente aguardava e sonhava  com dias melhores. 
    Chegamos a um estado de descrença e deterioração patrimonial e moral miserável frente a todos os países desenvolvidos do planeta.
    Mas eis que nasce um homem, uma ideia, uma esperança, e com ele surge como por encantamento algo que nunca se viu antes, uma reação pacífica, ordeira e popular de brasileiros que ansiavam pela ordem, pela família, desejando seu amado país nos trilhos corretos, brasileiros que cansaram de mentiras, de se sentirem enganados dia a dia por criminosos acobertados por um manto de impunidade.
    Eis que surge uma revolução imensa, impensável em tempos idos, uma revolução de ideias que emerge do profundo cansaço de sermos traídos e logrados.
      Na tentativa de poder comunista em 1935 houve reação armada da população, mais tarde em plenos anos 60 a reação popular nas ruas atraiu a atenção dos militares e em 64 trouxe as armas do exército às ruas para conter a intentona comunista, hoje em pleno século 21 a reação veio de forma nunca imaginada pelos mandatários no poder, ela aconteceu pelo voto.
     Enganam-se os que pensam que tudo começou com o petismo, claro que como bons alunos aproveitaram-se de uma situação em curso, mas as coisas iniciaram com os tucanos na deformação das escolas através do MEC com seu novo método educativo, manipulação dos meios de informação e cultura regiamente comprados, e toda aquela conversa mole que já conhecemos.
      Eis que um belo dia de sol levantamos com um país em ruínas, a ordem familiar destroçada, escolas doutrinadas, um povo separado por classes e nossa história completamente distorcida.
    Mas, acordamos, nossa reação veio através de 57.000.000 de votos em um candidato que não teve dinheiro para campanha, sem tempo de Tv ou rádio, barbaramente esfaqueado para morrer, covardemente agredido, mas que representou o descontentamento da maioria que não aceita ideologias fracassadas no mundo todo e  responsáveis por milhões de mortes para se manterem no poder e ainda assim não o conseguiram.
     O que se ouve nos novos tempos é: O Brasil tem jeito, ou agora serão novos tempos, e outras afirmações de esperança, uma esperança há muito perdida.
  Recordando minhas saudosas aulas de Latim: Dominus Bolsonaro praeses gratus esse speramus - Senhor Bolsonaro gratos por dar-nos esperança.

Texto: AnalfaBlog
Comentários: Paulo Reis
Revisão: Sandra Fernandes




 

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Eleições 2018 - Direita ou esquerda quem está com a verdade?

           
       
   A verdade sempre vai estar acima das ideologias, a verdade é como a coragem ela tem nome: chama-se, talvez, Leonardo, mas pode se chamar Paulo e até mesmo Maria ou João.
    A verdade não tem dono, a verdade tem lado, tem honra e tem bandeira, a verdade de todos os homens e mulheres de bem se chama palavra, luta, honra e fé.  
    A verdade, assim como sua algoz a mentira, pode ser facilmente encontrada entre os lados que ora se outorgam seus fiéis depositários.
    Encontrar uma ou outra é deveras simples, basta uma revisão do passado recente, uma simples leitura livre de inclinações políticas, um recordar dos desmandos e maracutaias que sequer produziram um "mea culpa". 
   A verdade está no amor incondicional pela terra em que nascemos, no juramento de lutarmos pelo que acreditamos ser o ideal para nossa gente. 
   A verdade está na garota adolescente enrolada no estandarte símbolo da pátria com um brilho de esperança nos olhos, ou mesmo na mãe com o filho nos braços e um grito de Brasil acima de tudo solto na garganta, está ainda no acreditar, com o coração, na frase máxima sobreposta no pendão que nos orgulha: Ordem e Progresso.


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Eleições 2018... A Grande Polarização.



        
       Parece-me impróprio divagar, nessa altura do jogo, sobre esquerda-direita ou mesmo o centrão, recentemente formado e contendo em seu bojo algumas velhas e conhecidas figuras de nefasta lembrança. 
      Então falar o que sobre o pleito que se avizinha? Não é sobre política mas sobre esse fenômeno político/eleitoral chamado Jair Messias Bolsonaro. 
        O que está tornando-se mais claro dia a dia é que não é apenas o Lulo-Petismo e a esquerdopatia, segundo os mais críticos, formada por PCdoB, PT, PSol, PSTU, Rede e outros que está trabalhando de modo histérico a figura de Jair Bolsonaro, para isso basta acompanharmos os pronunciamentos dos últimos dias de alguns candidatos, ou alguns dos programas veiculados e vamos perceber que gente que nem é da esquerda está batendo forte em Bolsonaro, com Geraldo Alckmin despontando como o mais ferrenho atacante.
Geraldo Alckmin está, segundo as pesquisas mais recentes, em terceiro lugar, atras de Marina silva e Bolsonaro, deixando clara sua intenção de ir para segundo turno contra alguém da esquerda, tomando o lugar de Bolsonaro.
          Realmente há uma histeria em relação a Jair Bolsonaro. A classe política não mede esforços para apresenta-lo como um ser do mal. 
            Ora, todos sabemos que o elemento do mal está preso em Curitiba, e por sinal é o líder do PT e de toda uma esquerda que sem saída parece-me caminhar para o precipício junto com ele. 
          Não sou eu que o condena, mas a justiça, o poder judiciário, que repetidas vezes já demostrou sua culpabilidade assim como os crimes cometidos, sem falar de outros que ainda não foram julgados e cujos processos correm em suas respectivas varas.
           Ai me pergunto: Como pode um sujeito que tem sua vida devassada, suas contas escancaradas, sua trajetória pessoal e política exposta e nada encontrado, nem mesmo uma agulha, pode ser o demônio que vai acabar com o Brasil?
         Jair Bolsonaro mostra-se incansável no combate a corrupção e seus mantenedores, ao inchaço de ministérios e seus apaniguados e ainda vai alavancar e dar apoio a lava-jato.
         Com a lava-jato forte praticamente quase todos os candidatos correm em maior ou menor escala algum risco, tendo alguns o risco efetivo de prisão o que transforma o desespero em quase pânico.      
       Essa gente que está alojada no Psdb, PP, MDB, PT, e mesmo no governo Michel Temer tem razões de sobra para temer a vitória de Jair Bolsonaro porque ele vai escudar a lava-jato e com isso desmorona todo esse andar de cima, antes intocável.
       Essa vitória e seus posteriores desdobramentos pode garantir uma oxigenação das forças atuantes chegando mesmo aos antes intocáveis ministros de tribunais, e então talvez aí encontremos respostas para as atitudes de alguns dos egrégios senhores que compõem essas cortes supremas.
       Um candidato que contemple o estrangulamento da inflação, o fim dos paraísos fiscais, o fim do desemprego através do livre mercado e incentivos ao crescimento empresarial, retomada dos valores familiares, amor à pátria... é o mal? 
      E o outro lado que conduziu o Brasil ao seu mais profundo poço de desespero, inflação, desgraças e a mais terrível recessão da história recente, menos 9.5/% do PIB em 2015/2016, uma inflação descontrolada, um desemprego de 11 Milhões de brasileiros são o lado do bem?
      Senhores e senhoras... acabo de descobrir que sou do mal.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

2018 - Criminal Businesses




       Vejo todos os dias pessoas sendo assaltadas e até mesmo mortas por bandidos, meros marginais sem preparo algum para exercer seu ofício. Isso pode ser fruto de inexperiência, nervosismo, ou mesmo por estarem alterados pelo uso de drogas. 
     Esse despreparo faz com que vejam perigo em atitudes banais como o cidadão colocar a mão no bolso para buscar o celular ou a carteira, enfim qualquer coisa torna-se uma ameaça e o marginal reage atirando e, na maioria das vezes, matando um cidadão inocente.
            Tudo isso poderia ser evitado se os senhores que tanto defendem os profissionais da contravenção lutassem pela criação de uma Associação e Sindicato dos Salafrários, Assaltantes, Ladroes Trombadinhas e Outros, ou seja A.S.S.A.L.T.O.
              Essa entidade seria responsável pela profissionalização assim como pelo treinamento de seus associados.
          Devidamente treinados, com assessoria e orientação, seus membros agiriam de forma mais profissional o que evitaria mortes desnecessárias e aumentaria seus lucros e sua produtividade. 
          Com menos agressividade e mais profissionalismo seus ganhos aumentariam tornando-se, agora, micro-empreendedores do crime garantindo maior produtividade e mais satisfação após um extenuante dia de "trabalho".
          Salta aos olhos que esse texto é uma brincadeira tragicômica com o intuito de escancarar o anti-mundo em que fomos parar, se é que paramos.
       Mas se esse mesmo post, em sua íntegra, for levado ao congresso e apresentado aos parlamentares certos, encontraria eco e concordância plena.

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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

2018 Brasil país de todos? A igualdade dos tolos.


    Tão nocivo quanto o problema da desigualdade, só o mito da igualdade. Em nome dele, os guardiões da ética perseguem o pacto nacional da mediocridade.
        Já diziam os líderes do MST: não basta distribuir a terra, é preciso punir os fazendeiros. 
       É nessa linha que a classe média, coitada, que mora num conjugado em Copacabana e é chamada de “rica” pelas estatísticas governamentais, vai sendo enforcada por uma carga de impostos cada vez mais absurda, que a impede de consumir e aquecer a economia – tudo em nome da “igualdade”.
      O Ipea está comemorando “uma significativa redução na desigualdade de renda no Brasil” entre 2003 e 2017. O índice de Gini caiu 4,6%. É claro que, hoje em dia, esse tipo de informação "sai do governo" como press release do Bolsa Família.
         Chato é constatar que parte dessa “melhoria social” deve-se ao esfolamento dos 10% mais ricos, cuja renda caiu no mesmo período – lembrando que, no Brasil, o sujeito que ganha 2 mil reais por mês é considerado “mais rico”.
         Ou seja: chegaremos ao paraíso socialista no dia em que todos os brasileiros estiverem descalços na esquina pedindo trocados para carros imaginários. 



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sábado, 25 de agosto de 2018

Crack - Flagelo do Século 21

  
         O sol ia surgindo no horizonte daquela cidade.  Um céu avermelhado encimado por nuvens escuras dava um aspecto de "feio/bonito" ao amanhecer.
         Sobre o asfalto ainda úmido e frio estava estirado sem vida, pois o manto da morte me cobria por inteiro.
         Os primeiros transeuntes, chocados com meu corpo, não apenas por estar sem vida, mas pelo aspecto de uma deterioração que iniciou antes da morte, ficaram estáticos olhando a cena.
        Não me viam, somente eu os via, sentia a dor daqueles olhares de estranhos que emitiam opiniões de lástima por ter alguém chegado aquele estado de degradação.
      Enquanto o grupo se formava e dizia as coisas mais estranhas, mas verdadeiras, comecei a lembrar o quanto fui feliz antes de me entregar ao vício e ceder aos conselhos ruins de amigos (?) que mandavam provar das mais estranhas e perigosas drogas, mas que jamais, segundo eles, fariam algum mal.
    O sorriso alegre e de esperança em um futuro promissor que meus pais esboçavam a cada nota mais alta na escola, ou a um elogio de algum amigo ou professor, ecoava na minha mente sem corpo, enquanto olhava meu corpo sem mente, prostrado como se fosse um mendigo de afeto e carinho.
     Meus olhos espirituais fixaram olhos materiais sem vida e, como um espelho, refletiram dias em que festas de aniversário organizadas por minha mãe e tias identificavam um amor incondicional, enorme, e uma esperança de que seria um homem de bem e retribuiria todo o carinho ali depositado quando adulto.
     Tentei fugir, mas não consegui.
    Tentei não olhar, mas meus olhos espirituais não tinham pálpebras.
     O choro era apenas uma dor, não havia lágrimas.
    Não podia me desculpar pela dor que causara e que ainda causaria, pois, mesmo nestas condições, meus familiares e amigos chorariam as lágrimas que não possuo mais. Gritos e lamentos eu teria que ouvir e não poderia dizer nada, somente sofrer todas aquelas dores e decepções de pais que apostaram em mim.
    Vi meu corpo ser enrolado em uma lona preta e colocado em um veículo para ser levado. As pessoas ainda ficaram no local, chocadas, tristes e maldizendo todo este círculo de tráfico, distribuição e uso de drogas que permeia a sociedade como uma víbora sedenta de almas. Vi meus pais em estado de choque a recolher restos de meus trapos que sobraram junto ao corpo.
    Seus olhos estavam tão sem vida quanto os meus e a dor que experimentavam era incurável e os acompanharia até seus últimos dias.
    Antes de desaparecer sob o manto negro da morte, li o que estava escrito no muro próximo:
   Drogas, nunca mais!
    Este texto tem a modesta pretensão de mostrar a decadência provocada pelo consumo de drogas, geralmente debitado sob a "inocente" alegação:  Eu só uso socialmente, ou ainda só fumo pra relaxar um pouco... enfim pra cada caso uma desculpa.
    O consumo de drogas como a cocaína e o crack leva, na maioria alarmante dos casos a morte, e essa senhora de codinome morte não é afeita a desculpas, seu preço é: "A sua vida"!

Comentário: AnalfaBlog


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Aos que se amam...

 Amar sem limites é fazer do ser amado seu melhor amanhecer, ter nela seu maior tesouro e pensar nela sem sequer lembrar de suas necessidades ou preferências.
       Apenas viver por ela - para ela - para sempre.
       Alguém escreveu que o Amor faz a gente acreditar na imortalidade.
       Sou totalmente favorável a essa assertiva assim como torno-me discípulo do mesmo pensar, porque não parece haver lugar bastante ou tempo suficientemente grande na vida para uma ternura tão imensa quanto o amor verdadeiro.
       O ser se esvai, o amor jamais morre, apenas se afasta a aguardar-nos.
      É inconcebível que a mais avassaladora de nossas emoções não tenha senão os escassos momentos de uns poucos anos.


Texto: Paulo (AnalfaBlog)
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Revisão: Sandra Fernandes

A Lógica do Édem - Uma visão transformológica




               
         Não posso deixar de sentir-me desapontado com Adão e Eva. Isto é, com seus temperamentos, sua infantilidade e a pobreza de suas escolhas, não com eles, pobres criaturas jovens, com almas feitas de manteiga, que receberam como dádiva divina ordens para se pôr em enfrentamento com o fogo, e assim derreter. 
       Uma dúvida que não consigo reprimir é: 
       E se Adão e Eva tivessem sido "adiados" e, por exemplo, Martinho Lutero e Joana D´Arc postos em seu lugar... 
          Esse seria um esplêndido par, equipado com temperamentos feitos não de manteiga, mas de amianto e aço. Nem mediante persuasão ou ameaças do fogo do inferno, teria satanás conseguido tapeá-los e feito-os comer a maçã. 
             Isso, é claro, teria resultados.  
         A maçã estaria intacta até os dias atuais.  Não haveria a raça humana,  não haveriam vocês e não haveria um Eu. 
           O velhíssimo esquema da aurora da criação, que deu-nos outrora a existência, exterminou-nos! 
             Bem, por absoluto descrédito que deposito nas fábulas eis-me aqui bem vivo, assim como o resto do mundo.


Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog
Revisão: Sandra Fernandes

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Eleições 2018 - Afinal, de onde saem os políticos?




Quem é afinal esse povo, essa raça estranha, inacessível, inatingível, com super-poderes conhecida pelo codinome "Políticos"? De que se alimentam? Onde vivem? Porque só aparecem entre nós de 4 em 4 anos?  Porque nunca os vimos em cinemas, shoppings ou mesmo no supermercado? E sobretudo, porque tantos, senão a maioria absoluta, são tão corruptos e mentirosos? 
     Essas perguntas encontram eco e resposta entre nós. 
     Isso mesmo entre nós, porque somos todos participantes de um mesmo núcleo de existência chamado sociedade. A diferença que nos separa é apenas o mandato que lhes outorgamos, simples assim.
     Quando mantemos em nosso poder um objeto encontrado sem devolve-lo ou pelo menos tentarmos, ou quando espertamente usamos de artifícios para furar uma longa fila em vez de esperarmos como todos que lá estão, quando pedimos favores para um conhecido em uma repartição com a finalidade de passar nossa documentação  para cima da pilha e sermos os primeiros atendidos, estamos praticando atos de má conduta e corrupção que mesmo de pequeno porte e significância são tão deploráveis quanto a corrupção e roubalheira que tanto nos repulsa.
     Enquanto praticarmos e, pior que isso, considerarmos "normal" em nossas vidas esses pequenos deslizes continuaremos a ter em nossas escolhas, inclusive na escolha de nossos representantes, o espelho das nossas atitudes.
     Conta a história que há mais de 2000 anos atrás, quando o filósofo grego Diógenes de Sinope andava pelas ruas de Atenas em pleno dia com uma lanterna acesa, perguntaram a razão para tal atitude, este respondeu: que estava a procura de um homem honesto.
     Nem tudo está perdido visto que ainda existem homens honrados seja no exercício de mandatos ou mesmo entre nós.
      Sejamos como o filósofo Diógenes, mas isso é papo para amanhã. 

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog


  

domingo, 19 de agosto de 2018

Politicamente falando - Mente medíocre em alma pequena.


           Quando escuto - e vejo - as bravatas e gritos de um ex-presidiário e atual presidente, que malfadadamente temo que suportar, ponho-me a conjecturar: 
       A história, em toda sua milenar amplitude, ensina-nos que nenhum homem que se autoproclama "isto ou aquilo", ou que diz ser melhor que A ou B, realmente acredita nisso. 
         Se acreditasse não o diria, tem outrossim uma necessidade compulsiva de que os outros acreditem. 
      O cão São-Bernardo nunca diria isso ao cachorrinho pequinês, nem o erudito o faria a um analfabeto, ou quem tem posição e empregos bons à um pobre pedinte, ou mesmo a mulher bonita para uma que não foi tão favorecida. 
       A autoproclamação de igualdade e superioridade só é feita por aqueles que se sentem inferiores. O que ela expressa é uma perigosa insanidade, uma ardente autoconsciência de uma inferioridade que a criatura se recusa a aceitar, e por isso se ressente cometendo as mais absurdas barbáries ou incitando outros a faze-lo. 
       Em nome de uma autoestima que nunca terá, passará uma vida inteira culpando o mundo por seus malefícios, e a todos por suas patifarias. 
       Não há nada tão ilusório como a extensão de poder de uma celebridade, parecendo, as vezes, que sua reputação chega até os confins do país - quando na realidade ela escassamente passa das últimas casas de um bairro, visto que seus pares conhecem-no e associam-se por benesses ou igual distúrbio psicopático.
       Se esse alguém pressentir uma contrariedade em sua "leal" matilha, ou ainda um adversário mais forte, e com isso perceber uma superioridade cultural ou intelectual, logo conclui tacitamente e sem consciência clara que este, em igual medida, notará e sentirá a sua inferioridade e limitação. Essa conclusão desperta o ódio, o rancor e a raiva mais amarga.
      O somatório dessas patologias cria o ambiente perfeito para delinquir, subornar, subtrair e descaradamente corromper sem remorsos ou problemas de consciência. 
       Esse tipo de patologia asquerosa, insensível ao sofrimento alheio é também individualista e antissocial.
     Aliado a isso temos o fato de que tudo acontece no Brasil, Terra maravilhosa, de gente pacífica, ultra-sub desenvolvida, mas feliz graças ao Ópio: Carnaval/futebol/ignorância, alias a ignorância as vezes é uma bênção, ela não exige a responsabilidade que a consciência nos traz.

Texto: AnalfaBlog (Paulo Fernandes)
Comentários: AnalfaBlog (Paulo Fernandes)

Revisão: Sandra Fernandes

sábado, 18 de agosto de 2018

Deputados... Ainda sobre eles;

   
       Pode parecer piegas, mas na eleição para presidente, governadores e senadores não existem dúvidas: o candidato mais votado é o eleito.

   No caso dos deputados federais, no entanto, a conta não é tão simples assim. Estes parlamentares são escolhidos a partir de um sistema proporcional de lista aberta.

   Cada Estado conta com um número de vagas específicas na Câmara dos Deputados, proporcional ao tamanho de sua população.
    De quatro em quatro anos, as 513 cadeiras são distribuídas não somente pelos votos recebidos diretamente pelos candidatos, mas principalmente por meio do volume de votos acumulados por um partido ou coligação.
    As eleições 2018 contarão com algumas novidades. Uma delas é que os candidatos terão de ter uma votação nominal mínima para serem eleitos. A regra deverá impedir que candidatos com um número inexpressivo de eleitores consigam chegar à Câmara.
   Entenda como funcionará o sistema proporcional nas eleições 2018 e saiba mais sobre as funções de um deputado federal nas perguntas e respostas abaixo:

  Como um deputado federal é eleito?
 A eleição de deputados federais, estaduais, distritais e de vereadores depende dos votos conquistados por um partido ou por uma coligação, e não somente pelos candidatos em si. É o chamado sistema eleitoral proporcional.
  Na urna, o eleitor pode escolher votar tanto no candidato de sua preferência, como no número de sua legenda preferida. Todos os votos, inclusive os nominais, são contabilizados para os partidos e coligações.
  Para saber quantas cadeiras cada partido ou coligação terá direito é preciso calcular dois números: o quociente eleitoral e o quociente partidário.
  O quociente eleitoral é a divisão do número de votos válidos pelo total de cadeiras que deverão ser preenchidas. Como na Câmara dos Deputados cada Estado da federação conta com um número específico de vagas, é preciso calcular um quociente eleitoral para cada região. Para esta conta, não são levados em consideração os votos nulos e brancos.
    Nas eleições 2018, candidatos deverão alcançar pelo menos 10% do quociente eleitoral para serem eleitos
   Atualmente, São Paulo é o Estado com mais deputados: 70. Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins são os menos representados, com oito parlamentares para cada um.

   Mas o que realmente pode fazer toda a diferença são as verbas que esses parlamentares devem trazer á suas regiões.
  A vocês meus amigos prometo trazer, durante esse pleito, informações sempre atualizadas e que possamos juntos trazer um novo rumo para esse combalido Brasil.


Comentários: Analfablog
Revisão: Analfablog