terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quem escondeu a paz?

          Ouvimos todos os dias, a cada minuto, sempre o mesmo bordão: Violência e paz.  
         Ok, estamos cansados de saber que todos querem a extinção da violência assim como almejam a tão sonhada paz duradoura.
               Será mesmo?  Já houve tempos de paz?  Porque na história humana, todos os fatos são marcados por conquistas,  guerras e violência e não por períodos de paz e consenso ?
             A análise dos fatos cotidianos nos mostra que todas as preocupações estão com seu foco voltado para a violência,  seja ela de que tipo for. 
             A barbárie atinge a todos indistintamente, e o que se vê é elevar-se ruidosamente o brado contra a violência, mas pouco ou nada se faz de concreto para elimina-la.
              Desde remotos tempos o homem vive a cultura do poder,  autoridade e riqueza de uns sobre outros, residindo em grande parte aí a nossa falta de preparo para a convivência pacífica. Mesmo com toda a evolução humana e tecnológca os objetivos materialistas parecem não ter limites, tudo para manter previlégios e poder.
              Sejam o modelo de sociedade ocidental capitalista-liberal, que é consumista e mercantilista ou o modelo social-comunista-trabalhista que é retrógado e escravizante, ambos são nitidamernte excludentes. No segundo modelo ninguem possui nada além dele mesmo ser posse do "estado",  o que alimenta a revolta e insatisfação humana, a qual só pode ser governada (controlada) através da força,  outorgando aos que estão no comando previlégios e poder em detrimento de outros.
              O outro modelo possui liberdade total para os cidadãos, mas tem como preço o deus "Mercado", ou seja, a capacidade de vender e comprar. Quem é despojado de bens ou recursos não pode se aproximar do mercado e é excluído,  uma vez que o mercado tornou-se a única forma de vida. Esse estilo e seus governos viram as costas aos despojados visto que eles nada tem a oferecer ao modelo de consumo e produção existente.  Quer violência maior ?
             É preciso que se estabeleça uma nova ordem nesse caos, porque temos muitas leis mas somos carentes de justiça, e onde não há justiça não há equilíbrio,  o desequilíbrio traz a disputa e o confronto,  e esses produzem o descontrole em que vivemos. 
              Essa é uma sociedade que se extraviou dos limites, perdeu seu norte.
             Uma sociedade que mais deseduca do que educa, onde todos os valores incidem sobre o dinheiro e posses,  atitude e poder.
             Então o que temos é a competitividade conspirando contra a cooperação, que é muito mais produtiva e próspera. 
            A riqueza que  explora e mantém a pobreza, o capital  que sobrepôe-se ao trabalho, a tecnologia que elimina empregos, instituições desacreditadas e os políticos afundados em um mar de  corrupção e safadezas. 
           No rabo desse foguete vem a valorização extrema da beleza aparente, e o consumo exacerbado de uns contra o desprovimento total de outros.
            Como podemos almejar a paz em um mundo marcado por tantos e tão profundos desequilíbrios humanos? 
            A pergunta é:  Já chegamos ao fundo do poço?  
            Não sei,  mas posso afirmar que ele se chama "caos" e nossa descida até ele está sendo feita num rítimo alucinado!


Texto: AnalfaBlog
Comentários: Analfablog

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A face mais negra.



                 
             Vivo em uma cidade relativamente calma, no interior do Rs, de médio porte, com varias universidades, reconhecido esteio cultural e filosófico, e ótimo padrão de vida, mas enfim isso não é novidade no RS,  já que como um todo,  nosso estado é conhecido pelo nível cultural e riquezas naturais.
             Mas lugar algum do Brasil hoje se encontra livre das injustiças sociais ou do paradigma criado pelo vácuo existente entre os que são muito ricos e aqueles que são muito pobres.
            Os muito ricos não abrem mão de nada que possuem e lutam como leões por qualquer coisa que ainda não tenham, como se daquilo dependesse sua própria existência, e os muito pobres além de nada possuírem, não encontram forças ou apoio para lutar e mudar a situação em que estão.
         Torna-se assustadora a proporção da desigualdade social neste paradoxo.
        Recentemente estava retornando de carro do local onde executei um trabalho, em uma cidade vizinha, quando o semáforo ficou vermelho e assim como os outros veículos parei!
          Aí aconteceu:  
          Tive um instante de paralisia, Fiquei congelado. 
         Creio que nesse momento até meu peito cessou os batimentos. Não escutava mais o rádio do carro, o barulho dos veículos em volta, a algazarra comum e costumeira que nos rodeia no trânsito. 
          Deus do céu!... O que é isso?... Ou, sei lá, quem é isso?... Ou...
       No local onde estava à espera do sinal verde para proseguir, haviam pelo menos duas lanchonetes com aparências deliciosas e convidativas. 
     Se eu saisse do meu carro nesse momento, teria a minha disposição 10 a 15 opções de lanches, dos mais variados gostos e sabores
          É, mas o sinal ainda estava vermelho.
       A minha frente, vislumbro uma criatura, um ser humano, algo que somente com algum esforço lembraria uma pessoa. 
        Meu coração parou. Os carros, prédios, pessoas, ruídos sumiram todos.
       Ali na esquina uma petisserie, ou padaria para os mais abastados, que sabem degustar o sabor e se entregar ao prazer de comer bem...
        O tempo parou. Tudo sumiu. O escuro da tarde que terminava se fez mais negro.
       Vi erguer-se da calçada uma pessoa. uma mulher.
       Uma pobre criatura, ainda assim um ser humano, que não pesava mais que míseros 40 kilos.
       Reparei que ela não tinha piercings ou tatuagens, e seus rasgões não eram produto da moda. Sua magreza não era a de muitas meninas modelos. Seus ossos da face teimavam em deixar a pele esticada, formando rugas e vincos.
      Em seu corpo entrecortavam-se pele e ossos, que carregavam a árdua tarefa de se sustentar um no outro para conseguir produzir o prodígio de manter-se em pé como um corpo e dividir entre sí a função de agarrar-se a vida.
        Ví muita coisa, do meu nascimento até a idade que possuo hoje, mas nunca tinha visto a fome em sua expressão máxima.
       Aquela mulher não era um pedinte daqueles que vivem de carro em carro, ou semáforo em semáforo, ou mesmo dos que lhe cobram segurança pelo estacionamento.
      Aquela mulher era uma realidade e era quase irreal, uma visão indescritível da vida e um quadro vivo do horror, era tudo aquilo que eu só havia visto em filmes. 
      O semáforo preparou-se para verde, e rapidamente ela não perdeu tempo. 
         Correu desesperada para a pick-up que estava ao meu lado, mas era tão alto aquele carro de R$300 mil, que o motorista provavelmente nem a viu.
         Aliás, ninguém a viu.
         Só eu.
         Então, ela me olhou e estendeu a mão.
     No meu carro, ainda com prestações a pagar,  sem ação ou palavras procurei umas moedas, até mesmo porque pouco levo de valor comigo e meus cartões de crédito com certeza não teriam serventia no mundo dela.
         Nada... 
         Deveria ter estacionado, descido, me dirigido a ela, conversado, demonstrado solidariedade. Poderia ter interpelado o cara da pick-up do lado mas com certeza iria rir de mim, é claro.
         Diria, você só pode estar brincando ou então é louco.
         Então, o sinal finalmente abriu, e eu parti. 
         E pela primeira vez, vi a face da fome.
     Já presenciei por diversas vezes pessoas comendo lixo, e até mesmo escrevi algo sobre isso, mas aquela mulher me mostrou a fome em seu realismo mais cruel, sua face mais negra, sem as maquiagens das propagandas sobre miséria veiculadas pelos órgãos governamentais.
         Era a fome do corpo, da alma e do amor.
     Era fome de vida, de uma vida no fim das forças parecendo patéticamente viver quase que por implicância, por pirraça, por puro desaforo contra o destino!
      Vejo todos os dias carros nacionais e importados, pessoas em louca correria, muita fartura, pomposos restaurantes, bancos, e banqueiros ricos.
    Mas hoje consigo vê-los como realmente são: Pobres, paupérrimos, pobres de espírito, pobres de amor, pobres humanos ricos.
         Aí eu penso em alguns números que li em um blog outro dia:
        Vivemos em um país que tem muitos Ministérios (Nos anos 80 eram 12, antes do PT eram...?);
       Uma determinada ministra gastou mais de R$170.000,00 com despesas pessoais, uma determinada primeira dama comunista viaja e gasta como se não houvesse amanhã...
         O também ministro (É secretário, mas o status é de ministro) da Secretaria Especial da Aqüicultura e Pesca (SEAP), Altemir Gregolin, está na roda dos que gastaram “demais” com o cartão corporativo;
           Ou então, você consegue arrumar algum motivo para 12 deputados brasileiros irem dar um passeio cultural à Antártida?;
            Você consegue pensar em algum argumento, motivo, ou justificativa lógica para Recife ganhar uma praça de R$ 18 milhões, e que leva o nome da mãe do Lula?;
            Não temos dinheiro para educação, mas teremos uma Copa de Futebol em 2014;
            Escolas de Samba são patrocinadas por bicheiros e traficantes, assim como o futebol;
            Não existe um só brasileiro mantido preso por matar dirigindo bêbado...
            Sua conciência não lhe perturba porque usa suas posses e seu conforto como um anestésico.
          Em países orientais se um governante é flagrado roubando, decepam-lhe as mãos, houve um caso recente de um ministro japonês que pego em culpa, entregou imediatamente o cargo, foi pra casa e cometeu Hara-Kiri. E por aqui, na nossa amada "Terra Brasilis Impunis", eles são reconduzidos aos cargos "nos braços do povo".
             Está se tornando repetitivo escrever sobre fome e miséria, mas quando deparamos com situações severas como a relatada acima, e nada fazemos tornamo-nos anuentes, mais do que isso: Coniventes!
            Acordem...
            Acordem, antes que seja tarde demais...


Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Muita promessa, Pouca esmola! ou podia ser "Entre o Ideal e a Ideologia"





FRUTO DO RACIONAL (Leia-se Europa e países do primeiro mundo)...   



  




 E DE IDEOLOGIAS! (países do bloco sul americano, áfrica etc...)





                     Hoje pela manhã dei por mim pensando em uma postagem recente que fiz sobre a miséria, a fome e a desesperança humana, e quero crer que ninguem ignora a existência da fome neste país.
                    Miséria, todos falam, discursam e argumentam sobre ela em todas as esferas políticas.
                   A cada dia ouvimos pelos meios de comunicação alguem falando sobre erradicação da fome ou sobre como acabar com o bolsão de miséria neste ou naquele ponto do país. Mas refletindo melhor, poderia ser perigosamente nefasta e até mesmo desastrosa, a erradicação da miséria ou da fome. 
                     Pensemos:
             Sobre que promessas assentariam-se as milionárias campanhas eleitorais?
                  O que usariam como munição para atingir os adversários se não existirem a miséria e a fome? 
              A quem tentariam ludibriar dando esperança, se não houver o miserável e o faminto? E não existindo eles, sobre quem cairia a culpa da insegurança e do crime ?
              Pois é, como estamos vendo erradicar a fome e a miséria certamente seria nefasto, inviável politicamente, e com uma problemática futura de complexa solução:
                 A classe política ficaria sem ter o que discursar e sem ter o que prometer, pelo menos não com o impacto que essas mazelas produzem quando bem exploradas nos palanques eleitoreiros brasil a fora.
             Alguns irão espernear e atirar argumentos de que o governo distribui benefícios sociais por aqui e por ali... Ok. venham com números, fatos, como por exemplo: Quanto tempo duram esses benefícios, sacolões ou cestas básicas que nunca alimentam bem uma família? Alguns dias? Sim, porque todos sabemos que jamais duram 1 mês.
             Não me comove, assim como não me convence e nem me impressiona as imagens encomendadas pelo governo, mostrando a felicidade das pessoas no primeiro dia em que recebem a cesta/comida. Quero ver imagens sem cortes, edição ou maquiagens das mesmas pessoas no décimo ou vigésimo dia quando a esmola-bolsa tiver terminado e o mês ainda não.
             Sim porque as pessoas tem necessidades todos os dias e não somente naqueles calculados pela frieza dos números governamentais. 
           A situação pode mudar, precisaremos só mais 500 anos, e isso, se começarmos a fazer algo ainda hoje.

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Brasil / Irã



          As boas relacões internacionais, são a base da diplomacia e o esteio da paz internacional,  mas devem serem prudentes e sensatas para produzirem bons frutos para os habitantes das nações envolvidas.
          Não pretendo estender-me em assunto tão polêmico,  mas na recente visita do presidente iraniano ao Brasil produziu-se um equivoco de proporções ainda desconhecidas.
Estou me referindo a abertura de nossas fronteiras a cidadãos iranianos sem a necessidade do visto diplomático, uma exigência internacional e reconhecidamente necessária, independente de nacionalidades,  para a segurança nacional.
                   Nada aqui postado é contra o povo iraniano,  mas por puro senso de observação e mínima noção de justiça humana, coloco-me a divagar:  O sujeito declara que não existiu o holocausto, escraviza  junto com os aiatolás,  seu povo mantendo-o na idade média,  direitos individuais suspensos desde a queda do Xá do Irã, universidades controladas através da censura imposta pelo poder dos aiatolás,  condenações sumarias a morte como foi o caso da pintora iraniana Delara Darabi de 23 anos, por manter relação sexual antes do casamento, e nós, o povinho da terra de Sta.Cruz aplaudindo!
                 Quanta ideologia barata, quanto fanatismo acéfalo!  Isso é o resultado de um Brasil com 500 anos de dominação política.               
                 Um dos mais respeitados pilares de sustentabilidade política é: Povo burro, gado perfeito!  Outros alicerces sólidos para assentamento e manutenção de um governo seriam: A opressão fundamentalista e a perda dos direitos individuais, mas isso são privilégios do governo Iraniano (Por enquanto).


Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnafaBlog

sábado, 21 de novembro de 2009

Brasil - Que País é esse?


              É manhã de primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um impar presente da natureza para quem decide ir caminhando para o trabalho.
             Andava em direção ao centro da cidade, conjecturando sobre as últimas noticias do pedaço de mundo chamado Brasil.  Quais as regras que irão reger as próximas campanhas políticas?  Irá se sustentar a fidelidade partidária?  E o fôro privilegiado para autoridades políticas?   
               De repente ao virar em uma esquina deparei-me com uma triste cena: duas crianças pequenas, dormiam sobre jornais debaixo da marquise de um magazine, cobertas com papelões e trapos como único abrigo contra a noite anterior, que se bem me lembro, chovia muito quando fui deitar por volta das 11:00 da noite.
              Ainda pasmo e triste com a cena, sigo na caminhada pela manhã agora já não tão linda.  
              Retomo meus pensamentos para a atual situação política do país e recordo as recentes maracutaias e negociatas nos escabrosos corredores do planalto!
             Passo através da praça central e ao sair do outro lado, vejo um casal, com uma criança de colo, buscando em uma lixeira pública o que seria a primeira refeição do dia.  
           Descortinou-se então uma visão do cotidiano em sua façe mais cruel.
           O dia continuava lindo, mas as nuvens da miséria patrocinada pela corrupção insistiam em pinta-lo de cinza e cobriam tudo com a névoa rubra que só o desencanto é capaz de produzir. 
           Cpi's, promessas de campanhas, desvio de verbas para enriquecimento pessoal, mensalão e mensaleiros, líderes que bradavam ética e honestidade e ora desnudos mostravam-se sujos como breu,  outros quando em campanha tudo criticavam e após eleitos nada sabem e nada veem, filas intermináveis em pronto-socorros e muitas outras sandices começaram a perturbar meus pensamentos e poluir a visão do dia que se iniciava, cobrindo de horror minha mente.
            Senti-me réu em assumida culpa por omissão! 
           Como pude ver isso todos os dias e ainda assim não ver?  O que houve com meu senso de justiça?  O que me tornei?  Onde em minha caminhada pela vida adentrei nesse caminho?  Quando me tornei conivente e cumplice dessas barbáries?
           Na verdade eu sempre soube as respostas, apenas me recusava firmemente a assumir minha parte na culpa.
           Eu sabia por exemplo, que quando permiti que a propaganda eleitoral  (na verdade eleitoreira)  entrasse em minha casa, com seus chavões e imagens criados com todo zelo por marqueteiros profissionais, e me seduzisse com suas promessas e ilusões, tornei-me cúmplice das safadezas que estariam por vir.
            Bastaria apenas desligar a tv no horário eleitoral,  e procurar por mim mesmo aquele a quem meu voto iria ajudar a eleger-se.
         Não, claro que não,  é muito mais facil e cômodo fazer a escolha pelo que nos é mostrado como "verdade" sobre as intenções do candidato. 
         Na tela, encontra-se diante de nós a solução de todas as nossas mazelas.        
           Tchan..."O candidato".
         Impecável, bem falante, quase sempre cercado de crianças sorridentes e felizes, e com cuidadosa partitura musical de fundo a emoldura-lo em seu melhor sorriso.
           Então pra finalizar o tempo disponível no horário eleitoral com chave de ouro: "O jingle da campanha"!
          Sou apenas mais um brasileiro descontente com a nossa política, mas o olhar daquela criança comendo lixo com seus pais vou reter com cuidado na memória,  e será esse olhar que levarei para a gabine de votação nas próximas eleições.
          Vou, a partir de agora,  fazer toda a força possível para jamais esquecer, que todos nós comemos  os  "frutos de nossas escolhas"!

AnalfaBlog!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Cultura farta na internet !



         Estava eu, navegando por postagens antigas, ao sabor dos ventos digitais da net quando algo chamou-me a atenção: Era o assasinato (execução pelo estado do Irã) da pintora Delara Darabi, iraniana de 23 anos por enforcamento público no dia 1 de maio de 2009, muito bem redigido e aberto à comentários.
         Aí acabou a paz. Terminando de ler a matéria,  passei aos comentários dos internautas de plantão (sempre eles), com suas colocações as vezes coerentes, outras absurdas, ou ainda fora do assunto em pauta, mas quase todas dentro do espírito democrático de respeito ao pensamento alheio e por isso mesmo aproveitáveis, até que surgiram os Analfanautas.
          Eles povoam as salas de bate papo, infestam os blogs, enfim em cada canto da net pimba: Lá estão eles postando com a maior autoridade verdadeiras pérolas, como estas que não consegui resistir e suprimindo por uma questão de respeito, os nomes das criaturas, mantive a fidelidade textual para a posteridade.

          ECIS IRANIANOS COM CERTESA NUNCA COMETERAN UM ATO INFRASIONAL, NA MEDIDA QUE PUNI COM TAMANHO RIGOR ESTA MULHER. CÉ ALÁ MANDA MATAR ,CÉ ESTÁ ESCRITO NO AUCORÃO, EMTÃO OS IRANIANOS SÃO BURROS POR NÃO TER UM MINIMO DE VONTADE PROPRI SÓ FAS AQUILO QUE ESTA ESCRITO NÃO TEM CRIATIVIDADE, NÃO TEM VONTADE PROPRIA, CÉ ELA VAI MORRE POR TER MATADO QUEM VAI MATAR A PESSOA QUI VAI POR A CORDA NO PESCOÇO DELA. CÉ LEVOR CHIBATADAS POR TER TEDO RELAÇÃO SEXSUAL ANTES DO CASAMENTO,PERGUTE EM ATO COFECIONARIO PARA OS HOMES RESPONSVEU PELA MORTER DESA MULER QUAL DELES QUIRIA TER PRATICADO SEXO COM ELA , COM CERTESA TODOS LEVANTARIA AMÃO E FALARIA EÚ, ISO TUDO E IMPOCRESIA, ELA NÃO E NEM UMA SANTA TEM QUE PAGAR PELOS SEUS ERROS COM JUSTIÇA,TABEM NÃO PODE E FICAR DO JEITO QUE ESTA OLIXO QUE E O BRASIL POLITICO ENVOLVIDO NOS MAIORES ROBOS E NÃO SÇAO PUNIDOS MAIS PRENDE O LADRÃO SINHO PÉ DECHINELO QUE ROBÁ UM DOCÉ NO SUPER MERCADO. QUE SEJÁ FEITA A VONTADE DE DEUS .PAI NOSO QUE ESTAIS NO CEU SANTIFICADO SEJÁ TEU NOME VENHA A NÓS VOSSO QUE SEJÁ FEITA A TUA VONTADE AQUI NA TERRA COMO NÚ CEU PERTUAS A NÓSSA OFENSA A SIM COMO NÓS PERDOAMOS AQUEM NOS O FEDERÃO, CERA QUE PERDOAMOS AS PESSOAS QUE NOS OFEDEM. ISTO QUE VOCES VÃO FASER E RÁRÁMM.{PECADO}
Comentário por   F.O.   — 18 de abril de 2009 @ 9:01

EU SOU CONTRA A PENA DE MORTE , POIS NIMGUÉM TEM O DEREITODE TIRA A VIDA DE NIMGUÉM , SÓ QUEM TEM ESSE DEREITO É DEUS , SOMENTE ELE….ACHO TEM TODOS NÓS TEMOSO DEREITO AO PERDÃO POIS JESUS PERDOOU AQUELES QUE LHE CRUCIFICARAM LÁ NA CRUZ DO CALVARIO, NAS ULTIMAS ELE FALOU PAI PERDOA ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM…..POIS ACHO QUE ESSA MOÇA TEM O DEREITO DO PERDÕA…..
Comentário por V.  — 19 de abril de 2009 @ 0:23

ACHO UM ABISURDO ESTAS PESOAS IGNORANTI FALAREM DE JUSTIÇA DAQUI, SENTADAS CONFORTAVELMTNE DIAMTE DO CONPUTADOR, ENQUANTO SEQUER QUERME SE ESFORÇAR PARA PENSAR:PORQUE A MIORIDADE SERÁ DE NOVE ANOS EM UM PAÍS TAÕ BÁRBARO. CALEN A BOCA E VÃO SE IMSTRUIR ANTES DE FALAREM TANTA BESTEIRA.
Comentário por M. — 18 de abril de 2009 @ 7:29

            O que falar agora? Como sintetizar a absurda realidade de um povo mantido na ignorância pelo descaso interesseiro de governantes "de palanque" e de promessas. É a teoria da retro-cultura, palco perfeito para o teatro político dos vendedores de ilusões e incentivada pela mídia televisiva, como segunda interessada em colocar seu produto - na forma de programas de auditório de baixo teor cultural e dramalhões de baixo custo - com ibope alto e retorno de anunciantes milionário.
             Sabemos que quanto maior a cultura de um povo, menor é a margem de erros que comete, principalmente nas escolhas políticas.
             Mas enquanto a parcela mais preocupada com o destino que lhes aguarda, vota consciente de que seu papel é fundamental para cessar os desmandos do Planalto e mudar o quadro que nos mostra cada dia seu lado mais tenebroso, uma massa imensa vai ao pleito eleger motivada pela: carinha bonita do candidato, o churrasco que ele ofereceu na quadra da escola de samba, a camiseta e a bandeira que ganhei na passeata que a amiga Clotilde me levou, etc...
             Por essas e outras que eguinha pocotó, tchutchuca do tigrão, e bonde do c... fazem tanto sucesso!
             Bem, nem tudo está perdido, e como sempre se consegue aproveitar algo, a lição ao menos deixa bem claro com que votos certos mandatários se elegem.
            Como diz a máxima: Os iguais se procuram, se entendem e se apoiam, visto que sendo iguais são unos.


            Para aqueles que porventura quiserem se aprofundar na questão, os comentários que serviram de tema para esta postagem estão disponíveis na íntegra no blog "Sem Fronteiras", basta procurar por Delara Darabi, execução, Irã, ou em qualquer blog da net pois os analfanautas proliferam pro todo o cyberspaço!


Texto: AnalfaBlog
Comentários: Analfablog          



quinta-feira, 22 de outubro de 2009




D.E.L.E.T.E.

Com certeza, a maior contribuição para a internet hoje seria o botão D.E.L.E.T.E.
Ingressou em um "Post" para ler opiniões de outros sobre assuntos que envolvem seriedade, e encontrou alguem escrevendo bobagens, carente de atenção "tentando" ser engraçado, D.E.L.E.T.E.
Achou aquele acéfalo político, que não conseguindo impor suas teses e encontrar eco para suas "verdades", cria o caos na sala, D.E.L.E.T.E.
Deu de cara com militantes que infestam os Post atualmente, defendendo com unhas e dentes seu ponto de vista sem sequer pensar no respeito ao pensamento alheio, D.E.L.E.T.E.
Encontrou acessores de plantão sejam de que bandeira política forem, pagos para passarem por internautas e jogar seu lixo político nas salas, D.E.L.E.T.E.
Mas o bom mesmo seria saber que o botão D.E.L.E.T.E, nos livraria destes senhores e não apenas do lixo deles.
Analfablog.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desabafo de vítima!


Recebi em minha caixa de mensagens um e-mail, li-o e decidi postar na íntegra, sem nem mesmo comentar. Deixo as conclusões de cada um ao sabor dos ventos de sua visão dos fatos.


OS FATOS:
Ontem, li uma matéria policial em que 4 homens invadiram com intenção de roubo uma residência no inicio da noite.
Vejam só, era a moradia de um policial militar e sua família, o qual, sendo homem treinado e habituado a confrontos tratou de defender-se e aos seus, gritando que era agente da lei e que estava armado. Os assaltantes não se intimidaram disparando repetidas vezes contra tudo e todos que se encontravam na casa. Resultado: 1 bandido morto, 1 ferido e 2 capturados nas imediações. O PM feriu-se. mas com menor gravidade.
A RETÓRICA:
É impressionante, pois ao invadir a casa de um policial eles demonstram claramente que nada temem, e nada tem a perder certos da impunidade reinante . Com certeza os "baluartes da moral e dos costumes", (leia-se Direitos Humanos) vão chiar e gritar aos 4 ventos: Éra preciso matar ? Havia necessidade ? Não seria suficiente apenas dete-los ?
Retóricas vazias demonstrando claramente que quem as formula é no mínimo, utópico em seu metier, mal versado no assunto e mal intencionado em seus interesses.
O questionamento mais claro seria: Onde estavam eles quando choviam balas no policial e sua família ?
Podemos nos poupar dessa hipocrisia... quem já perguntou a um bandido se fôra necessário matar aquele pai de família para rouba-lo? ou por que atiraram no trabalhador se já lhe haviam roubado tudo, enfim qual destes furiosos defensores dos direitos de bandidos já se fez presente em um velorio de alguma vitima desses marginais, a fim de justificar perante os familiares em dor, que o criminoso que lhes roubou uma preciosa vida deve que ser compreendido por ser uma "vítima" da sociedade.
Será que esses senhores realmente acreditam que para onde são enviados os marginais, existe uma chance, uma única chance apenas de terem seus direitos respeitados? ou que pelo menos ali estando confinados serão um dia mais humanos ? Dentro do que me recordo dos conceitos que aprendi sobre humanidade, as cadeias brasileiras não se encaixam nem de longe em nenhum deles. Cada vez mais se fala em Pena Capital. Não sei se concordo com o extermínio, mas afirmo com toda a convicção que em confronto entre pessoas de bem e bandidos, sejam sempre esses últimos a levar a pior, e, se forem mortos com certeza teremos mais um chefe de familia chegando em paz em casa e um pouco mais de segurança para todos, inclusive para os Srs dos Direitos Humanos!
O ENTENDIMENTO:
Lugar de bandido é em lugar nenhum!
Soltos nos roubam a paz, nossos bens duramente adquiridos, e muitas vezes o bem maior; nossa vida.
Presos nos oneram com altos custos de alimentação, medicamentos, sistema carcerário, vandalismos extremos nas rebeliões etc... e o que é pior, quando ganham a liberdade estão piores!
Para aqueles que não acreditam é só fazer um esforço, tirar a bunda do conforto da cadeira, e abandonar mesmo que temporariamente as pseudoteses que lhes sustentam a retórica, e ir conhecer uma cadeia, apenas uma!
Abandonem a teoria e vão ver "de verdade" a promiscuidade, sevícia, homens trancados compartilhando comida, fezes e doenças em espaços exíguos, os pavilhões sujos, superlotados, e neles como animais enjaulados, aqueles por quem voces tanto lutam para proteger os direitos , e depois me digam se ainda acreditam em recuperação de presos!
A CONCLUSÃO:
Os bandidos nada temem enquanto nós nada temos. Temos muitas leis mas pouca justiça, ou seja, os bandidos com "muitos DIREITOS" e nós com "muitos DEVERES"!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Beleza da Morte.





             Pois é, finalmente chegou o dia em que os valores, como os que anteriormente conhecíamos, não mais existem.
             Estamos frente a um novo padrão: O certo hoje em dia é a doença, ser saudável é errado. O que me deixa pasmo é constatar que enquanto alguns lutam como leões contra enfermidades severas e em sua maioria fatais, outros fazem apologia à doença, configurando um quadro no mínimo dantesco.
              Estou me referindo a sites que fazem indisfarçadamente apologia a anorexia e a bulimia, tratando-as com a intimidade de seus nomes. A Anorexia é carinhosamente chamada de Ana e a Bulimia tornou-se apenas Mia.
              Conforme colocou a psicóloga Amanda Hills " O perigo é que esses sites são para pessoas que escolheram ficar doentes".  Bom, se assim se configurar verdade que tal legalizar tambem a eutanásia?
              Eu visitei alguns sites pró-ana e confirmei pessoalmente a apologia que esses fazem à doença e seus efeitos "benéficos", e como dizem, ficar bela é um direito seu.
              Incrivelmente, eles não fogem assim como parecem não se importar com as estatísticas de mortes por anorexia, sua estratégia é induzir a pensamentos comparativos.
            Alguns eu selecionei pela sua singularidade especial.
            Vejamos: 
           Ser bela tem um preço, mas enfim tudo na vida tem. Ou então, A Mia é sua melhor amiga, ela tem seus riscos mas toda beleza quando é máxima também tem. Agora o campeão que definitivamente supera todos: Você prefere viver gorda e feia ou estar maravilhosamente bela na morte?
           A armadilha destes sites está em mostrar pessoas enormes, certamente com obesidade mórbida, e então com indisfarçável ironia questionam: 
           Você quer ficar assim?
           Na verdade, até para um observador menos atento fica facil observar que em nenhuma parte do site se localizam fotos de garotões saudáveis e sarados, ou mesmo meninas esbanjando saúde tipo jogadoras de volei ou capas de playboy, ali  são mostrados apenas os extremos da condição humana.
         Cuidado. não caiam nessa pois quem brinca com a saúde, mesmo que em busca do falso arquétipo da beleza completa, brinca com a roleta onde a ficha para apostas é A VIDA, e está esquecendo que o único lugar de onde não se volta é A MORTE!


































Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

O Homem que mais defendeu as mulheres !


O Homem que mais defendeu as mulheres.


                As mulheres frequentemente foram silenciadas, controladas, diminuídas e tratadas como subumanas nas mais diversas sociedades humanas. Todavia, houve um homem que lutou sozinho contra o império do preconceito.
              Ele foi incompreendido, rejeitado, excluído, mas não desistiu dos seus ideais.
         Ninguém apostou tanto nas mulheres como ele. Fez das prostitutas rainhas, e das desprezadas, princesas. Muitos dizem que ele é o homem mais famoso da história, mas poucos sabem que foi ele quem mais defendeu as mulheres. Seu nome é Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres na arte de viver.
          Esse texto não trata de uma religião, mas da filosofia e da psicologia do homem mais complexo e ousado de que se teve noticia.
          Nos tempos de Jesus os homens adúlteros não sofriam punição severa. Todavia, a mulher adúltera era arrastada em praça pública, suas vestes rasgadas e, com os seios à mostra eram apedrejadas sem piedade. 
           Enquanto sangravam e agonizavam, pediam compaixão, mas ninguém as ouvia. A cena, inesquecível, ficava gravada na mente e perturbava a alma para sempre.
           Certa vez, uma mulher foi acusada de adultério. 
          Arrancaram-na da cama e a arrastaram centenas de metros até o lugar em que Jesus se encontrava. A mulher gritava “Piedade! Compaixão!”. 
          Enquanto era arrastada; suas vestes iam sendo rasgadas e sua pele sangrava esfolando-se na terra.
         Jesus estava dando uma aula tranqüila na frente do templo.  Havia uma multidão ouvindo-o atentamente. Ele lhes ensinava que cada ser humano tem um inestimável valor, que a arte da tolerância é a força dos fortes, e que a capacidade de perdoar está diretamente relacionada à maturidade das pessoas. 
         Suas idéias revolucionavam o pensamento humano, por isso começou a ter muitos inimigos.
         Na época, os judeus constituíam um povo fascinante, mas havia um pequeno grupo de radicais que passou a odiar as idéias do Mestre. 
         Quando trouxeram a mulher adultera até ele, a armadilha estava sendo montada, a intenção era apedreja-lo juntamente com ela, usa-la como isca para destruí-lo.
         Ao chegarem com a mulher diante dele, a multidão ficou perplexa. Destilando ódio os fariseus, sacerdotes do templo,  comentaram que ela fora pega em flagrante adultério. E perguntaram qual era a sentença dele.
          Se dissesse “Que seja apedrejada”, ele livraria a sua pele, mas destruiria seu projeto transcendental, seu discurso e principalmente seu amor pelo ser humano, em especial pelas mulheres.
        Se dissesse “Não a matem!”, ele e a mulher seriam imediatamente apedrejados, pois estariam indo contra a tradição daqueles radicais. 
         Se os fariseus tivessem feito a mesma pergunta aos discípulos de Jesus, estes provavelmente teriam dito para mata-la. Assim se livrariam do risco de morrer.
        Qual foi a primeira resposta do Mestre diante desse grave incidente? 
       Se você pensou: “Quem não tem pecado atire a primeira pedra!”, errou, essa foi a segunda resposta. A primeira não foi uma resposta, foi o silencio. Só o silencio pode conter a sabedoria quando a vida está em risco.
        Nos primeiros 30 segundos de tensão cometemos os maiores erros de nossas vidas, ferimos quem mais amamos. Por isso, o silencio é a oração dos sábios. 
      Para o Mestre dos Mestres, aquela mulher, ainda que desconhecida, pobre, esfolada, rejeitada publicamente e adultera, era mais importante do que todo o ouro do mundo, tão valiosa como a mais pura das mulheres.
       Era uma jóia raríssima, que tinha sonhos, expectativas, lágrimas, golpes de ousadia, recuos, enfim, uma historia fascinante, tão importante como a de qualquer mulher. 
       Valia a pena correr riscos para resgata-la.
       Para o Mestre dos Mestres não havia um padrão para classificar as mulheres. Todas eram igualmente belas, não importando a anatomia do seu corpo, não importando nem mesmo se erravam muito ou pouco. Jesus precisava mudar a mente dos acusadores, mas nunca ninguém conseguiu mudar a mente de linchadores.
       O “eu” deles era vítima das janelas do ódios, não eram autores da sua história, apenas queriam ver sangue. 
       O que fazer, então?
      Ao optar pelo silencio, Jesus optou por pensar antes de reagir.  
      Ele escrevia na areia, porque escrevia no teatro da sua mente.
      Talvez dissesse para si mesmo:  “Que homens são esses que não enxergam a riqueza dessa mulher? Por que querem que eu a julgue, se eu quero amá-la?  Por que, em vez de olhar para os erros dela, não olham para seus próprios erros?”
      O silencio inquietante de Jesus deixou os acusadores perplexos, levando-os a diminuir a temperatura da raiva, da tensão, oxigenando a racionalidade deles.
      Num segundo momento, eles voltaram a perguntar o veredicto do Mestre. 
      Então, finalmente, ele se levantou. Fitou os fariseus nos olhos, como se dissesse: “Matem a mulher! 
     Todavia, antes de apedreja-la, mudem a base do julgamento, tenham a coragem de ser transparentes em enxergar as suas falhas, erros e contradições”.
      Esse era o sentido de suas palavras. “Quem não tem pecado atire a primeira pedra!”
      Os fariseus receberam um choque de lucidez com as palavras de Jesus. Saíram do cárcere das janelas killer e começaram a abrir as janelas light. Deixaram de ser vítimas do instinto de agressividade e passaram a gerenciar suas reações. 
      O homo sapiens prevaleceu sobre o homo bios, a racionalidade voltou. O resultado é que eles saíram de cena. Os mais velhos saíram primeiro porque tinham acumulado mais falhas ao longo da vida ou porque eram mais conscientes delas.
      Jesus olhou para a mulher e fez uma delicada pergunta: “Mulher, onde estão seus acusadores?” 
     O que ele quis dizer com essa pergunta e por que a fez? 
     Em primeiro lugar, ele chamou a adultera de “mulher”, deu-lhe o status mais nobre, o de um ser humano.
    Ele não perguntou com quantos homens ela dormira. Para o Mestre dos Mestres, a pessoa que erra é mais importante do que seus próprios erros. Aquela mulher não era uma pecadora, mas um ser humano maravilhoso. 
     Em segundo lugar, perguntou: “Onde estão os seus acusadores? Ninguém a acusou?” 
     Ela respondeu: “Ninguém”. 
     Ele reagiu: “Nem eu”. 
     Talvez ele fosse a única pessoa que tivesse condições de julga-la, mas não o fez.
     O homem que mais defendeu as mulheres não a julgou, mas compreendeu, não a excluiu, mas a abraçou. As sociedades ocidentais são cristãs apenas no nome, pois desrespeitam os princípios fundamentais vividos por Jesus.
      Um deles é o respeito incondicional pelas mulheres!
      O homem que mais defendeu as mulheres não parou por aí. Sua ultima frase indica o apogeu da sua humanidade, o patamar mais sublime da solidariedade. Ele disse para a mulher: “Vá e refaça seus caminhos”. 
     Essa frase abala os alicerces da psiquiatria, da psicologia e da filosofia.
     Jesus tinha todos os motivos para dizer: “De hoje em diante, sua vida me pertence, você deve ser minha discípula”. Os políticos e autoridades usam seu poder para que as pessoas os aplaudam e gravitem em sua órbita.
     Mas Jesus, apesar do seu descomunal poder sobre a mulher, foi desprendido de qualquer interesse. “Vá e revise a sua historia, cuide-se. Mulher, você não me deve nada. Você é livre!”
    Jesus a despediu, mas ela não foi embora. E por que? Porque o amou. E, por ama-lo, o seguiu para sempre, inclusive até os pés da cruz, quando ele agonizava. T
  Talvez essa mulher tenha sido Maria Madalena. A base fundamental da liberdade é a capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos liberdade de escolher o que amamos.
   Todavia, estamos vivendo em uma sociedade em que não conseguimos sequer amar a nós mesmos. Estamos nos tornando mais um numero de cartão de crédito, mais um consumidor potencial. Isso é inaceitável.

(Este texto surgiu após a leitura do livro: A ditadura da Beleza e a revolução das mulheres. Augusto Cury)


      Não há duas pessoas iguais no universo. Mas o individualismo é com certeza prejudicial a todos.
      Uma pessoa individualista quer que o mundo gire em torno de sua órbita, sua satisfação está sempre em primeiro lugar, mesmo se isto implicar em sofrimento de outros.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

CRACK, COCAÍNA, HEROÍNA - A viagem sem volta

    O sol ia surgindo no horizonte daquela cidade.  Um céu avermelhado encimado por nuvens escuras dava um aspecto de "feio/bonito" ao amanhecer.
     Sobre o asfalto ainda úmido e frio estava estirado sem vida, pois o manto da morte me cobria por inteiro.
      Os primeiros transeuntes, chocados com meu corpo, não apenas por estar sem vida, mas pelo aspecto de uma deterioração que iniciou antes da morte, ficaram estáticos olhando a cena.
     Não me viam, somente eu os via, sentia a dor daqueles olhares de estranhos que emitiam opiniões de lástima por ter alguém chegado aquele estado de degradação.
    Enquanto o grupo se formava e dizia as coisas mais estranhas, mas verdadeiras, comecei a lembrar o quanto fui feliz antes de me entregar ao vício e ceder aos conselhos ruins de amigos (?) que mandavam provar das mais estranhas e perigosas drogas, mas que jamais, segundo eles, fariam algum mal.
    O sorriso alegre e de esperança em um futuro promissor que meus pais esboçavam a cada nota mais alta na escola, ou a um elogio de algum amigo ou professor, ecoava na minha mente sem corpo, enquanto olhava meu corpo sem mente, prostrado como se fosse um mendigo de afeto e carinho.
     Meus olhos espirituais fixaram olhos materiais sem vida e, como um espelho, refletiram dias em que festas de aniversário organizadas por minha mãe e tias identificavam um amor incondicional, enorme, e uma esperança de que seria um homem de bem e retribuiria todo o carinho ali depositado quando adulto.
     Tentei fugir, mas não consegui.
   Tentei não olhar, mas meus olhos espirituais não tinham pálpebras.
     O choro era apenas uma dor, não havia lágrimas.
    Não podia me desculpar pela dor que causara e que ainda causaria, pois, mesmo nestas condições, meus familiares e amigos chorariam as lágrimas que não possuo mais. Gritos e lamentos eu teria que ouvir e não poderia dizer nada, somente sofrer todas aquelas dores e decepções de pais que apostaram em mim.
    Vi meu corpo ser enrolado em uma lona preta e colocado em um veículo para ser levado. As pessoas ainda ficaram no local, chocadas, tristes e maldizendo todo este círculo de tráfico, distribuição e uso de drogas que permeia a sociedade como uma víbora sedenta de almas. Vi meus pais em estado de choque a recolher restos de meus trapos que sobraram junto ao corpo.
Seus olhos estavam tão sem vida quanto os meus e a dor que experimentavam era incurável e os acompanharia até seus últimos dias. 
    Antes de desaparecer sob o manto negro da morte, li o que estava escrito no muro próximo: Drogas, nunca mais!


     Este texto, incrivelmente humano e de profunda reflexão, nos mostra com maestra sutileza a decadência provocada pelo consumo de drogas, geralmente debutado sob a "inocente" alegação: Eu só uso socialmente, ou ainda só fumo pra relaxar um pouco... enfim pra cada caso uma desculpa. O consumo de drogas como a cocaína e o crack leva, na maioria alarmante dos casos , a morte, e essa senhora de codinome morte não é afeita a desculpas, seu preço é "a sua vida"!


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domingo, 8 de março de 2009

PAC


Fome Zero, Pacto Social, Coalizão Partidária, Força-Tarefa e PAC.

O que essas cinco expressões têm em comum?
São miragens famosas da política brasileira. A novidade é que o governo acaba de reunir as duas últimas num só projeto, alinhavado por outra miragem viva – a figura mítica da superministra Dilma Roussef. Ou seja: vem aí a maior ofensiva de ficção científica da era Lula.
O presidente criou uma força-tarefa para cumprir o PAC, e deu a missão a Dilma Roussef. Nunca antes na história deste país um governo foi tão eficiente no malabarismo de ilusões.
Como se sabe, o PAC não é nada. Absolutamente nada. Ou melhor, é uma costura mal-ajambrada de números reciclados do orçamento com previsão de investimentos de estatais, fundos de infra-estrutura imaginários e metas chutadas, entre outros retalhos.
Força-tarefa, como também se sabe, é aquele “shazan!” que todo governante grita quando a violência urbana ou a corrupção dão nos nervos do cidadão. “Força-tarefa”, no dicionário das autoridades, quer dizer “não vamos fazer nada, mas estamos indignados”.
A decisão presidencial de criar uma força-tarefa para implantar o PAC seria, portanto, o nada ao quadrado, mas como tudo isso será regido por Dilma Roussef, estamos na verdade diante do nada ao cubo.

Assim como a postagem anterior, essa tende a permanecer atual

Publicado por Guilherme Fiuza

Brasil de tolos!


A igualdade dos tolos


Essa eu li em um comentário do Guilherme Fiuza datado de 22/04/07 e reproduzo apenas como constatação de que passa o tempo mas as coisas....

Tão nocivo quanto o problema da desigualdade, só o mito da igualdade. Em nome dele, os guardiões da ética perseguem o pacto nacional da mediocridade.
Já diziam os líderes do MST: não basta distribuir a terra, é preciso punir os fazendeiros. É nessa linha que a classe média, coitada, que mora num conjugado em Copacabana e é chamada de “rica” pelas estatísticas, vai sendo enforcada por uma carga de impostos cada vez mais absurda, que a impede de consumir e aquecer a economia – tudo em nome da “igualdade”.
O Ipea está comemorando “uma significativa redução na desigualdade de renda no Brasil” entre 2001 e 2005. O índice de Gini caiu 4,6%. É claro que, hoje em dia, esse tipo de informação "sai do governo" como press release do Bolsa Família.
Chato é constatar que parte dessa “melhoria social” deve-se ao esfolamento dos 10% mais ricos, cuja renda caiu no mesmo período – lembrando que, no Brasil, o sujeito que ganha 2 mil reais por mês é considerado “mais rico”.
Ou seja: chegaremos ao paraíso socialista no dia em que todos os brasileiros estiverem descalços na esquina pedindo trocados para carros imaginários.
É preciso comentar isso?
A postagem acima nos mostra o caminho do caos urbano, decadência do sistema, desordem social e por fim a morte da democracia! A quem interessaria isso?
Alguem por aí leu Marx ?
Pois é...
Texto de Guilherme Fiuza
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terça-feira, 3 de março de 2009

Há algo de podre no reino da...


O PMDB é corrupto.

Em entrevista exclusiva à revista Veja, o senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso

A entrevista...

Otávio Cabral
A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação. Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem. Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".
O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado?
É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.
Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores.
Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.
Como o senhor avalia sua atuação no Senado?
Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.
O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB...
Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.
O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar?
Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.
Para que o PMDB quer cargos?
Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.
Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista?
De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.
Por que o senhor continua no PMDB?
Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.
Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma?
Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.
O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso?
Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.
A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado.
O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.
"O marketing de Lula mexe com o país. Ele optou pelo assistencialismo, o que é uma chave paraa popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programaoficial de compra de votos do mundo"
Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação.
O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.
O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes?
Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.
A oposição está acuada pela popularidade de Lula?
Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.
Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política?
Isso mesmo. A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.
Por que há essa banalização dos escândalos?
O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.
É possível mudar essa situação?
É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.
Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff?
A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.
O senhor parece estar completamente desiludido com a política.
Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.
Frente a isso que se apresenta aos olhos, qualquer comentário é dispensável senão inócuo.
Analfablog!

Entrevista de Jarbas Vasconcelos a revista Veja.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Brasil - Anjos Xavantes (LUTO)







Obrigado meu Deus por teres permitido que ficassem por todo esse tempo junto a nós, três das tuas mais brilhantes estrêlas.
Obrigado meu Deus por teres nos dado a oportunidade de convivermos com eles, e nos maravilharmos com a raça, disciplina e integridade destes anjos Xavantes.
Quero acreditar que estavam sendo necessários e aguardados no lugar para onde os enviastes, mas sei que somente o fizeste porque sabias que, como somos Xavantes entenderíamos que estando contigo sempre estarão também conosco.
A Nação Xavante não aceita a morte, porque ela é o fim de tudo e o esquecimento, e nós entendemos que um Xavante nunca morre, visto que ele jamais é esquecido!
Quem é Xavante sabe que a vida nos surra quase diariamente, as vezes sutilmente e outras com a mão pesada e golpes duros.
Mas isso só nos faz ver que cada Xavante é um lutador e que sofrer faz parte da vida. O sofrimento nos faz mais fortes, e vivos.
Ninguem é Xavante por opção, é coisa de raça, de amor, de coração!
Guerreiros Xavantes, Anjos do gramado, lembraremos sempre de Vcs, e sintam-se à vontade sempre que "aí de cima" quiserem entrar em campo com o Timão.
Fiquem em paz, vocês estão em ótima companhia.
Postagem Analfablog
Comentários Analfablog