terça-feira, 8 de março de 2011

Muamar Kadafi (Muammar al-Gaddafi)



Os ditadores que agora enojam o mundo ao reprimir ferozmente seu próprio povo nas praças árabes, foram colocados e mantidos no poder por nações que se hoje se apresentam como faróis da democracia e dos direitos humanos: 
Estados Unidos, Inglaterra e a França.
Isso é condenável?
Não se o foco da questão for analisado pela questão de "necessidade e lucros".
 Não é preciso ser nenhum sábio para enxergar que a política externa dos gigantes do Ocidente para com o Oriente Médio era totalmente desprovida de valores e princípios, onde o que realmente contava era conseguir "O QUE" se desejava, "QUANDO" se desejava, e "COMO" fosse possível.
Vejamos um pouco de história:
Desde os anos 40, quando o geólogo americano Everette DeGolyer informou a Washington que os países de península arábica estavam sentados sobre dezenas de bilhões
de barris de petróleo, "O QUE" passou a ser esse líquido espesso e valioso, e o "COMO" ficou por conta da política externa.
 Bem, esse quesito passou a ser um vale-tudo que variou durante o decorrer das décadas indo desde a promessa de liberdade e não invasão à compra pura e simples de líderes tribais e xeques,  chegando a cooptação de militares ambiciosos,  cujos golpes de estado para coloca-los no poder eram cuidadosamente planejados, organizados e financiados por potências estrangeiras de olho nas riquezas sob a areias finas do deserto.
 Eis que cuidadosamente incubados nascem os Saddam Hussein, Muamar Kadafi, Hosni Mubaraki e até o já esquecido genocida Idi Amim Dada,  entre outros.

Hoje esses "líderes" são ferozmente criticados e até mesmo atacados por seus próprios genitores.
 O Iraque de Sadam foi armado e induzido à guerra contra o Irã pelos norte americanos, e invadido anos depois com a justificativa pueril de possuírem "armas de destruição em massa". O restante do planeta sabia de antemão que as únicas armas que poderiam possuir eram as que receberam dos EUA, mas Sadam Hussein passou dos limites, comportou-se mal e precisava de uma lição, assim como o Tio Sam necessitava de petróleo de graça para regularizar sua dívida interna americana à beira de um colapso, patrocinada pelas trapalhadas do então presidente Bush.
A celebre frase do mais extraordinário diplomata americano do século passado, George Kennan, morto aos 101 anos em 2005 dizia: As sociedades não vivem para conduzir sua política externa, é mais exato dizer que elas conduzem sua política externa para viver. 
A política arruína o caráter,  já dizia Otto Von Bismarck (1815-1898), o chanceler de ferro da alemanha, para quem mentir era mais do que um ato necessário, era dever do bom estadista.
Relevantes no cenário mundial temos ainda o terrorismo veladamente apoiado pelo Paquistão, o Irâ e seu fanático mas nada tolo lider Mahmoud Ahmadinejad, mantido no poder através de fraudes, ameaças e execuções, e aliado ao fundamentalismo islâmico e seu compreensível ódio aos americanos e  Israel, alimentado pelo barril de pólvora representado pela faixa de gaza.  No cenário mundial temos ainda no mesmo palco o risco nuclear patrocinado pela  insanidade crescente do ditador norte-coreano,  a permanente ameaça de ditadores sul americanos auto-intitulados de esquerda, patrocinados pelo narcotráfico e mantidos no poder pelo sub-desenvolvimento de seus povos, e outras maravilhas do gênero. 
Como isso termina? Impossível prever, porque  quando a relação da política externa dos países sustenta-se sobre ambições de posse, poder e lucros de uns sobre outros, o futuro torna-se apenas um apêndice do hoje.


Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Impunidade - O Brasil está sériamente doente, mas tem cura?

      


      A impunidade que assola o país em todos os níveis está tomando proporções alarmantes. 
       Mesmo em órgãos como o judiciário, onde antes pairava uma indiscutível aura de sobriedade, seriedade moral e profissional, vemos que ora desnudos mostram em suas entranhas os conchavos e acordos protecionistas feitos "a boca pequena" para acobertar magistrados em suas maracutaias.
Não é preciso muito esforço para lembrar o recente caso de uma juíza que flagrada em escabrosa e indiscutível culpa, ao ser julgada, teve como "condenação" sua aposentadoria antecipada, com seu vultoso salário preservado, é claro.  
    Mas a coisa não para por aí, se olhar-mos mais atentamente veremos todos os dias negociatas e acordos. 
   Partidos políticos de oposição e a base governista fazem acordos inconfessáveis para livrar a cara de seus integrantes pegos em safadezas e roubalheiras. 
    Por outro lado, assistimos através da imprensa quase diariamente,  denúncias de erros médicos absurdos que ficam sem qualquer punição, seja pela lei ou mesmo pelo CRM.
      Assistimos pasmos a violência desmedida praticada por policiais ser acobertada por seus superiores, sem a devida resposta do estado.  
      Vivemos e convivemos com crimes praticados por gangues de jovens de classe média alta, sem punição a altura por parte do judiciário. 
    Assistimos  pasmos e impotentes a invasões de terras,  travestidas  de movimentos sociais, em seu rastro de ódio e fúria  deixarem enormes prejuízos ao detentor legítimo da propriedade, como o mesmo fosse criminoso apenas por ter, muitas vezes, penado e suado por toda uma vida  para possuir seu patrimônio. No decorrer do caso encontra como resposta da lei  apenas a  desolação que se segue à desocupação dos invasores, e de-se por satisfeito, e por aí a fora.
     Isso tudo pode ser reunido sob uma única colocação:
     A Impunidade.
     Aí está finalmente "Ela". 
    A indefectível, malfadada e desastrosa impunidade, que como se sabe, não nasceu e não sobrevive sozinha sem sua inseparável irmã gêmea Corrupção.
   A impunidade gera nas pessoas um sentimento amargo de impotência diante de um sistema totalmente corrupto. 
     Isso acaba nos levando à indiferênca em relação ao país. 
    Citando apenas um exemplo, vemos o antigo caso dos "vampiros" que desviaram dinheiro da saúde e nenhum dos 17 presos na operação da Polícia Federal ficou atrás das grades.
   A impunidade é uma endemia nacional provocada pela falta de rigor.  A frouxidão das leis e o constante descumprimento delas, em especial as repressivas, são seu maior alimento.
    Essa situação representa um grave perigo. 
    Com um olhar mais atento, percebe-se que não se tem notícia de  sociedades desenvolvidas em que a punição efetivamente não aconteça. 
   O ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani ficou famoso por ter  "limpado" a corrupta polícia local e utilizando-se de um sistema judiciário limpo, sem conivências ou complacências implantou o que logo ficou mundialmente conhecido como "Tolerância Zero". 
   A Itália livrou-se da Máfia, livrando-se primeiro de policiais e juízes corruptos, que recebiam somas elevadas das famílias mafiosas para mante-las fora das grades. 
   Por aqui a lei também existe, mas precisa tornar-se mais eficaz, ou seja, o problema não é investigar e prender, e sim investigar, prender e condenar, e depois fazer com que as condenações sejam cumpridas "na íntegra". 

Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog       
      

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cerveja... e a famosa barriguinha de chopp!

                      
            A famosa 'barriguinha de chope' não passa de um mito. 
            É o que aponta um estudo do conceituado Colégio Oficial de Médicos de Astúrias, na Espanha. 
           Segundo o recente estudo, um consumo de até meio litro por dia não engorda, não faz mal e inclusive reduz o risco de diabetes e hipertensão.
                     A cerveja ou o chopp assim como o vinho de boa qualidade, consumidos diariamente em quantidades moderadas, não só são saudáveis como úteis ao nosso metabolismo. 
              Os pesquisadores defendem que o desenvolvimento de barriga grande faz parte da cultura anglo-saxã, onde além do consumo de cerveja também são ingeridas grandes quantidades de alimentos ricos em gorduras saturadas, tudo isso geralmente ainda é  potencializado  pela falta de atividade física.
                   O teste foi realizado com 1.249 homens e mulheres. 
          Ao final pode-se chegar a conclusão de que a dose recomendada pelos médicos é de dois copos diários para as mulheres e três para os homens, desde que acompanhadas de uma alimentação equilibrada.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Direitos Humanos


   Estava em viagem no meu carro, e ao sintonizar em um programa de radio local deparei com um debate sobre Direitos Humanos, violência urbana, suas causas e soluções com as colocações de três eminentes formadores de opinião. 
   Do alto de sua sapiência lá estavam eles incólumes e impolutos, defendendo os direitos humanos para meliantes, unânimes em afirmar que a problemática da violência que nos assola fica por conta da falta de ações sociais que ofereçam ao criminoso oportunidades de trabalho digno.
       No momento pensei: 
       Vale a pena escutar um pouco isso para ver no que vai dar.
       Rapidamente percebi que era tempo perdido mas continuei ouvindo.
   O que se via claramente era uma indisfarçável tentativa de justificar o injustificável. 
      Em quase 30 minutos de um debate inexistente, visto que em 100% do tempo as opiniões eram unânimes, surgiram pérolas dignas de um romance de Dante.
    Para citar apenas uma, ao ser questionado sobre criminosos soltos pelo indulto de natal, que assassinam, estupram e assaltam, um dos entrevistados alegou que os "direitos humanos" nada tem a ver com isso, pois quem libera os presos é a lei, e é sobre ela que deve recair o peso dos erros cometidos pelos mesmos, assim como a ela devem ser feitas as reclamações de quem se sentir lesado.


Ví, como em um passe de mágica, a lei ser transformada em um ser tangível, que pode ser admoestado e cobrado por seus erros e não como aquilo que realmente o é: Um conjunto de regras regulatórias para a sociedade civíl. 
   Ao término do programa de "debates" eu me encontrava em choque.
   Direitos Humanos é algo sério de amplitude mundial e o que acabara de ouvir ia as raias do absurdo.
    Os direitos humanos tem um papel social fundamental, além da sagrada proteção à vida, coibir atos e ilicitudes de governos contra o cidadão, preservar-lhes a identidade e integridade  assim como o sagrado e irrestrito direito a integridade física.
O que se percebe, eventualmente, vindo de quem se diz atuar em nome dos  "direitos humanos" é uma blindagem protecional a assassinos ou criminosos de alta periculosidade dificultando, quando não impedindo o trabalho policial, mas isso é matéria para outra postagem. 
    Chega de bla, bla, bla, e vamos ao comentário sobre as colocações juristas e filosóficas destes três senhores. 
      A pergunta é: 
   O que fariam o prof. Eres, o advogado Marcos ou ainda o sociólogo Ribas ao acordarem no meio da noite com um marginal apontando-lhes um arma, dentro de sua casa, em seu dormitório, aquilo que na teoria deveria ser o seu refúgio mais íntimo e seguro? 
      De que lhes serviria toda a verborragia juridica neste momento? 
      Já acordaram para a vida real?
     Já visitaram nações miseráveis onde pessoas são assasinadas nas ruas por governos corruptos, isso quando não morrem famintas? 
    Não sabem que Direitos Humanos não é defender os bandidos, mas seus direitos básicos assegurados na lei?
     Por acaso já tomaram ciência do país em que vocês mesmo vivem? 
      Da naú chamada impunidade em que navegamos? 
    Dos conchavos de magistrados e juristas com políticos calhordas, que para livrarem as caras de compadres e afilhados, criam leis que no final favorecem criminosos, fornecendo brechas na legislação para a felicidade de certos advogados. 
     Já se concientizaram de que ao assistirem a lei, que tanto usam em suas dissertações e debates, colocar alguém que foi preso pela primeira vez, em uma cadeia superlotada, sabendo que essa criatura vai ser seviciada, espancada e arregimentada para o crime, vocês  tornam-se anuentes, ou mais do que isso, coniventes
    Quando fecham os olhos para essa atitude da lei podem estar certos que vocês não estão sendo "humanos" e muito menos "direitos".
   Quando escuto a já desgastada argumentação de que: "A lei prende com a finalidade de recuperar o meliante e traze-lo de volta ao convívio da sociedade", começo a pensar em como isso tudo vai acabar.
  Tomaram real ciência de que cárceres lotados em cadeias dominadas por facções, não recuperam ninguém? 
    A problemática não está nos bandidos, que são apenas o que são, nem mesmo na sociedade que simplesmente representa o coletivo, mas em vocês. 
    Enquanto sociólogos, juristas, magistrados e até a indefectível OAB se degladiam em discussões filosóficas de inútil utopia, afirmando como as coisas deveriam ser, desperdiçam inutilmente seus esforços desprezando o que realmente deve ser feito. 
   Lembrem que apenas os homens de bem ainda escutam seus arrobos e delírios de saber, os marginais, esses seguem céleres no seu metier. 
     Mas os homens de bem um dia também cansam e ai...

Postagem: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Medicina do Futuro!

             Essa é uma história verídica e atual sobre dois médicos residentes (internos) em um hospital público e que por motivos pessoais não possuirão nomes. Serão apenas "Ele" e "Ela", mas como verão no decorrer,  podem ser facilmente encontrados em hospitais de todo o país!
O jaleco "dele" era imaculado, os bolsos vazios, exceto por um Palm-top com a relação de seus pacientes e compromissos. 
"Ela" usava uma agenda, todas as páginas dobradas e cheias, e em seus bolsos havia papéis, canetas, termômetro e estetoscópio.
"Ele" trabalhava no horário estritamente estipulado pelo seu contrato com o Estado, nem um minuto a mais, raramente chegava ao hospital antes das 8 da manhã e saía sempre às 17 horas. 
"Ela" chegava ao hospital ao amanhecer, dificilmente ia pra casa no horário, era quase rotina entrar noite adentro, em geral conversando com os parentes dos pacientes.
"Ele" tinha uma ideia rígida do que é ser médico. Jamais fazia o trabalho de enfermeiros. "Ela" fazia o trabalho de todos. Pesava seus pacientes, conduzia-os ao setor de Raios-X, enfim todas as tarefas de enfermagem. 
"Ele" era jovial, descansado. "Ela" era esgotada, emotiva. "Ele" jogava tênis nos dias de folga, "Ela" lia artigos médicos para atualizar-se.
"Ela" trabalhava com imersão total em cada caso e seus pacientes eram de sua responsabilidade.
"Ele" era um interno do novo milênio, com horários e deveres determinados e limitados. "Ele" se via como parte de uma equipe e seus pacientes eram de responsabilidade compartilhada.
Pesquisadores da universidade de Harvard nos EUA, pesquisaram os efeitos da redução do horário dos internos em hospitais públicos de 80 para 60 horas semanais. Procuravam saber se dormindo mais cometeriam menos erros.
A profissão médica sempre vai atrair todos os tipos de pessoas, e como em todas as profissões serão profundamente diferentes entre si. Não é possível modificar o modo de nenhum deles trabalhar. No relato acima, "Ela" trabalhava demais, se importava demais; "Ele" de menos.
Quando os pacientes morriam, ele dava de ombros certo de ter feito o que podia, ela chorava ante a perda mesmo tendo a certeza de que fez tudo o que podia até a exaustão.
Ainda que saibamos do extremo valor da medicina técnica, por meros motivos humanos vamos esperar e torcer para que a medicina do futuro tenha sempre um lugar para pessoas como "Ela"!

Comentário: AnalfaBlog (Paulo)