Pois é, finalmente chegou o dia em que os valores, como os que anteriormente conhecíamos, não mais existem.
Estamos frente a um novo padrão: O certo hoje em dia é a doença, ser saudável é errado. O que me deixa pasmo é constatar que enquanto alguns lutam como leões contra enfermidades severas e em sua maioria fatais, outros fazem apologia à doença, configurando um quadro no mínimo dantesco.
Estou me referindo a sites que fazem indisfarçadamente apologia a anorexia e a bulimia, tratando-as com a intimidade de seus nomes. A Anorexia é carinhosamente chamada de Ana e a Bulimia tornou-se apenas Mia.
Conforme colocou a psicóloga Amanda Hills " O perigo é que esses sites são para pessoas que escolheram ficar doentes". Bom, se assim se configurar verdade que tal legalizar tambem a eutanásia?
Eu visitei alguns sites pró-ana e confirmei pessoalmente a apologia que esses fazem à doença e seus efeitos "benéficos", e como dizem, ficar bela é um direito seu.
Incrivelmente, eles não fogem assim como parecem não se importar com as estatísticas de mortes por anorexia, sua estratégia é induzir a pensamentos comparativos.
Alguns eu selecionei pela sua singularidade especial.
Vejamos:
Ser bela tem um preço, mas enfim tudo na vida tem. Ou então, A Mia é sua melhor amiga, ela tem seus riscos mas toda beleza quando é máxima também tem. Agora o campeão que definitivamente supera todos: Você prefere viver gorda e feia ou estar maravilhosamente bela na morte?
A armadilha destes sites está em mostrar pessoas enormes, certamente com obesidade mórbida, e então com indisfarçável ironia questionam:
Você quer ficar assim?
Na verdade, até para um observador menos atento fica facil observar que em nenhuma parte do site se localizam fotos de garotões saudáveis e sarados, ou mesmo meninas esbanjando saúde tipo jogadoras de volei ou capas de playboy, ali são mostrados apenas os extremos da condição humana.
Cuidado. não caiam nessa pois quem brinca com a saúde, mesmo que em busca do falso arquétipo da beleza completa, brinca com a roleta onde a ficha para apostas é A VIDA, e está esquecendo que o único lugar de onde não se volta é A MORTE!
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O Homem que mais defendeu as mulheres.
As mulheres frequentemente foram silenciadas, controladas, diminuídas e tratadas como subumanas nas mais diversas sociedades humanas. Todavia, houve um homem que lutou sozinho contra o império do preconceito.
Ele foi incompreendido, rejeitado, excluído, mas não desistiu dos seus ideais.
Ninguém apostou tanto nas mulheres como ele. Fez das prostitutas rainhas, e das desprezadas, princesas. Muitos dizem que ele é o homem mais famoso da história, mas poucos sabem que foi ele quem mais defendeu as mulheres. Seu nome é Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres na arte de viver.
Esse texto não trata de uma religião, mas da filosofia e da psicologia do homem mais complexo e ousado de que se teve noticia.
Nos tempos de Jesus os homens adúlteros não sofriam punição severa. Todavia, a mulher adúltera era arrastada em praça pública, suas vestes rasgadas e, com os seios à mostra eram apedrejadas sem piedade.
Enquanto sangravam e agonizavam, pediam compaixão, mas ninguém as ouvia. A cena, inesquecível, ficava gravada na mente e perturbava a alma para sempre.
Certa vez, uma mulher foi acusada de adultério.
Arrancaram-na da cama e a arrastaram centenas de metros até o lugar em que Jesus se encontrava. A mulher gritava “Piedade! Compaixão!”.
Enquanto era arrastada; suas vestes iam sendo rasgadas e sua pele sangrava esfolando-se na terra.
Jesus estava dando uma aula tranqüila na frente do templo. Havia uma multidão ouvindo-o atentamente. Ele lhes ensinava que cada ser humano tem um inestimável valor, que a arte da tolerância é a força dos fortes, e que a capacidade de perdoar está diretamente relacionada à maturidade das pessoas.
Suas idéias revolucionavam o pensamento humano, por isso começou a ter muitos inimigos.
Na época, os judeus constituíam um povo fascinante, mas havia um pequeno grupo de radicais que passou a odiar as idéias do Mestre.
Quando trouxeram a mulher adultera até ele, a armadilha estava sendo montada, a intenção era apedreja-lo juntamente com ela, usa-la como isca para destruí-lo.
Ao chegarem com a mulher diante dele, a multidão ficou perplexa. Destilando ódio os fariseus, sacerdotes do templo, comentaram que ela fora pega em flagrante adultério. E perguntaram qual era a sentença dele.
Se dissesse “Que seja apedrejada”, ele livraria a sua pele, mas destruiria seu projeto transcendental, seu discurso e principalmente seu amor pelo ser humano, em especial pelas mulheres.
Se dissesse “Não a matem!”, ele e a mulher seriam imediatamente apedrejados, pois estariam indo contra a tradição daqueles radicais.
Se os fariseus tivessem feito a mesma pergunta aos discípulos de Jesus, estes provavelmente teriam dito para mata-la. Assim se livrariam do risco de morrer.
Qual foi a primeira resposta do Mestre diante desse grave incidente?
Se você pensou: “Quem não tem pecado atire a primeira pedra!”, errou, essa foi a segunda resposta. A primeira não foi uma resposta, foi o silencio. Só o silencio pode conter a sabedoria quando a vida está em risco.
Nos primeiros 30 segundos de tensão cometemos os maiores erros de nossas vidas, ferimos quem mais amamos. Por isso, o silencio é a oração dos sábios.
Para o Mestre dos Mestres, aquela mulher, ainda que desconhecida, pobre, esfolada, rejeitada publicamente e adultera, era mais importante do que todo o ouro do mundo, tão valiosa como a mais pura das mulheres.
Era uma jóia raríssima, que tinha sonhos, expectativas, lágrimas, golpes de ousadia, recuos, enfim, uma historia fascinante, tão importante como a de qualquer mulher.
Valia a pena correr riscos para resgata-la.
Para o Mestre dos Mestres não havia um padrão para classificar as mulheres. Todas eram igualmente belas, não importando a anatomia do seu corpo, não importando nem mesmo se erravam muito ou pouco. Jesus precisava mudar a mente dos acusadores, mas nunca ninguém conseguiu mudar a mente de linchadores.
O “eu” deles era vítima das janelas do ódios, não eram autores da sua história, apenas queriam ver sangue.
O que fazer, então?
Ao optar pelo silencio, Jesus optou por pensar antes de reagir.
Ele escrevia na areia, porque escrevia no teatro da sua mente.
Talvez dissesse para si mesmo: “Que homens são esses que não enxergam a riqueza dessa mulher? Por que querem que eu a julgue, se eu quero amá-la? Por que, em vez de olhar para os erros dela, não olham para seus próprios erros?”
O silencio inquietante de Jesus deixou os acusadores perplexos, levando-os a diminuir a temperatura da raiva, da tensão, oxigenando a racionalidade deles.
Num segundo momento, eles voltaram a perguntar o veredicto do Mestre.
Então, finalmente, ele se levantou. Fitou os fariseus nos olhos, como se dissesse: “Matem a mulher!
Todavia, antes de apedreja-la, mudem a base do julgamento, tenham a coragem de ser transparentes em enxergar as suas falhas, erros e contradições”.
Esse era o sentido de suas palavras. “Quem não tem pecado atire a primeira pedra!”
Os fariseus receberam um choque de lucidez com as palavras de Jesus. Saíram do cárcere das janelas killer e começaram a abrir as janelas light. Deixaram de ser vítimas do instinto de agressividade e passaram a gerenciar suas reações.
O homo sapiens prevaleceu sobre o homo bios, a racionalidade voltou. O resultado é que eles saíram de cena. Os mais velhos saíram primeiro porque tinham acumulado mais falhas ao longo da vida ou porque eram mais conscientes delas.
Jesus olhou para a mulher e fez uma delicada pergunta: “Mulher, onde estão seus acusadores?”
O que ele quis dizer com essa pergunta e por que a fez?
Em primeiro lugar, ele chamou a adultera de “mulher”, deu-lhe o status mais nobre, o de um ser humano.
Ele não perguntou com quantos homens ela dormira. Para o Mestre dos Mestres, a pessoa que erra é mais importante do que seus próprios erros. Aquela mulher não era uma pecadora, mas um ser humano maravilhoso.
Em segundo lugar, perguntou: “Onde estão os seus acusadores? Ninguém a acusou?”
Ela respondeu: “Ninguém”.
Ele reagiu: “Nem eu”.
Talvez ele fosse a única pessoa que tivesse condições de julga-la, mas não o fez.
O homem que mais defendeu as mulheres não a julgou, mas compreendeu, não a excluiu, mas a abraçou. As sociedades ocidentais são cristãs apenas no nome, pois desrespeitam os princípios fundamentais vividos por Jesus.
Um deles é o respeito incondicional pelas mulheres!
O homem que mais defendeu as mulheres não parou por aí. Sua ultima frase indica o apogeu da sua humanidade, o patamar mais sublime da solidariedade. Ele disse para a mulher: “Vá e refaça seus caminhos”.
Essa frase abala os alicerces da psiquiatria, da psicologia e da filosofia.
Jesus tinha todos os motivos para dizer: “De hoje em diante, sua vida me pertence, você deve ser minha discípula”. Os políticos e autoridades usam seu poder para que as pessoas os aplaudam e gravitem em sua órbita.
Mas Jesus, apesar do seu descomunal poder sobre a mulher, foi desprendido de qualquer interesse. “Vá e revise a sua historia, cuide-se. Mulher, você não me deve nada. Você é livre!”
Jesus a despediu, mas ela não foi embora. E por que? Porque o amou. E, por ama-lo, o seguiu para sempre, inclusive até os pés da cruz, quando ele agonizava. T
Talvez essa mulher tenha sido Maria Madalena. A base fundamental da liberdade é a capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos liberdade de escolher o que amamos.
Todavia, estamos vivendo em uma sociedade em que não conseguimos sequer amar a nós mesmos. Estamos nos tornando mais um numero de cartão de crédito, mais um consumidor potencial. Isso é inaceitável.
(Este texto surgiu após a leitura do livro: A ditadura da Beleza e a revolução das mulheres. Augusto Cury)
Não há duas pessoas iguais no universo. Mas o individualismo é com certeza prejudicial a todos.
Uma pessoa individualista quer que o mundo gire em torno de sua órbita, sua satisfação está sempre em primeiro lugar, mesmo se isto implicar em sofrimento de outros.
Comentários: Analfablog.
O sol ia surgindo no horizonte daquela cidade. Um céu avermelhado encimado por nuvens escuras dava um aspecto de "feio/bonito" ao amanhecer.
Sobre o asfalto ainda úmido e frio estava estirado sem vida, pois o manto da morte me cobria por inteiro.
Os primeiros transeuntes, chocados com meu corpo, não apenas por estar sem vida, mas pelo aspecto de uma deterioração que iniciou antes da morte, ficaram estáticos olhando a cena.
Não me viam, somente eu os via, sentia a dor daqueles olhares de estranhos que emitiam opiniões de lástima por ter alguém chegado aquele estado de degradação.
Enquanto o grupo se formava e dizia as coisas mais estranhas, mas verdadeiras, comecei a lembrar o quanto fui feliz antes de me entregar ao vício e ceder aos conselhos ruins de amigos (?) que mandavam provar das mais estranhas e perigosas drogas, mas que jamais, segundo eles, fariam algum mal.
O sorriso alegre e de esperança em um futuro promissor que meus pais esboçavam a cada nota mais alta na escola, ou a um elogio de algum amigo ou professor, ecoava na minha mente sem corpo, enquanto olhava meu corpo sem mente, prostrado como se fosse um mendigo de afeto e carinho.
Meus olhos espirituais fixaram olhos materiais sem vida e, como um espelho, refletiram dias em que festas de aniversário organizadas por minha mãe e tias identificavam um amor incondicional, enorme, e uma esperança de que seria um homem de bem e retribuiria todo o carinho ali depositado quando adulto.
Tentei fugir, mas não consegui.
Tentei não olhar, mas meus olhos espirituais não tinham pálpebras.
O choro era apenas uma dor, não havia lágrimas.
Não podia me desculpar pela dor que causara e que ainda causaria, pois, mesmo nestas condições, meus familiares e amigos chorariam as lágrimas que não possuo mais. Gritos e lamentos eu teria que ouvir e não poderia dizer nada, somente sofrer todas aquelas dores e decepções de pais que apostaram em mim.
Vi meu corpo ser enrolado em uma lona preta e colocado em um veículo para ser levado. As pessoas ainda ficaram no local, chocadas, tristes e maldizendo todo este círculo de tráfico, distribuição e uso de drogas que permeia a sociedade como uma víbora sedenta de almas. Vi meus pais em estado de choque a recolher restos de meus trapos que sobraram junto ao corpo.
Seus olhos estavam tão sem vida quanto os meus e a dor que experimentavam era incurável e os acompanharia até seus últimos dias.
Antes de desaparecer sob o manto negro da morte, li o que estava escrito no muro próximo: Drogas, nunca mais!
Este texto, incrivelmente humano e de profunda reflexão, nos mostra com maestra sutileza a decadência provocada pelo consumo de drogas, geralmente debutado sob a "inocente" alegação: Eu só uso socialmente, ou ainda só fumo pra relaxar um pouco... enfim pra cada caso uma desculpa. O consumo de drogas como a cocaína e o crack leva, na maioria alarmante dos casos , a morte, e essa senhora de codinome morte não é afeita a desculpas, seu preço é "a sua vida"!
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