É difícil resistir a tentação de fazer comparações, até porque a vida é comparativa mas, e se pensarmos não no ano que passou, mas em alguns anos, ou talvez, digamos, mil anos?
Era uma época em que a Europa medieval estava mergulhada nas trevas, fruto da ignorância e cobiça desmedidas, subjugada pela peste, fome e mortes advindas de superstições inimagináveis nos dias atuais.
Vivia-se na crença da vinda de um Messias, que chegaria na virada do ano 1000 o qual reinaria sobre todos os reis da terra trazendo fartura, paz e felicidade ao mundo da época, o que obviamente não ocorreu.
É, mas correram outros 1000 anos e eis-nos aqui desvendando mistérios do átomo, invadindo a privacidade até antes intocada das moléculas, criando novos e maravilhosos medicamentos, viajando pelas estrelas, navegando pelo planeta - sem sair de casa - através da internet, clonando tudo que esta ao nosso alcance, enfim tivemos em mil anos "avanços mil".
Mais um ano que passou e mesmo assim eis-nos aqui com guerras, terrorismo e insanidades mil, matando mais nos últimos anos do que em toda a história da raça humana. Sabemos como viajar à lua, como preservar uma espécie vegetal, mas ainda não descobrimos como não matar a nós mesmos.
Como pode, em mil anos termos tido tantas conquistas e nenhum avanço?
Pensamos coletivamente que o futuro é incerto, mas, talvez o mundo comece a mudar quando pensarmos que o futuro, o amanhã, é feito de algo a ser construído hoje, afinal o ano somente é realmente novo quando paramos de repetir os velhos erros.
Era uma época em que a Europa medieval estava mergulhada nas trevas, fruto da ignorância e cobiça desmedidas, subjugada pela peste, fome e mortes advindas de superstições inimagináveis nos dias atuais.
Vivia-se na crença da vinda de um Messias, que chegaria na virada do ano 1000 o qual reinaria sobre todos os reis da terra trazendo fartura, paz e felicidade ao mundo da época, o que obviamente não ocorreu.
É, mas correram outros 1000 anos e eis-nos aqui desvendando mistérios do átomo, invadindo a privacidade até antes intocada das moléculas, criando novos e maravilhosos medicamentos, viajando pelas estrelas, navegando pelo planeta - sem sair de casa - através da internet, clonando tudo que esta ao nosso alcance, enfim tivemos em mil anos "avanços mil".
Mais um ano que passou e mesmo assim eis-nos aqui com guerras, terrorismo e insanidades mil, matando mais nos últimos anos do que em toda a história da raça humana. Sabemos como viajar à lua, como preservar uma espécie vegetal, mas ainda não descobrimos como não matar a nós mesmos.
Como pode, em mil anos termos tido tantas conquistas e nenhum avanço?
Pensamos coletivamente que o futuro é incerto, mas, talvez o mundo comece a mudar quando pensarmos que o futuro, o amanhã, é feito de algo a ser construído hoje, afinal o ano somente é realmente novo quando paramos de repetir os velhos erros.
