quarta-feira, 29 de agosto de 2018

2018 - Criminal Businesses




       Vejo todos os dias pessoas sendo assaltadas e até mesmo mortas por bandidos, meros marginais sem preparo algum para exercer seu ofício. Isso pode ser fruto de inexperiência, nervosismo, ou mesmo por estarem alterados pelo uso de drogas. 
     Esse despreparo faz com que vejam perigo em atitudes banais como o cidadão colocar a mão no bolso para buscar o celular ou a carteira, enfim qualquer coisa torna-se uma ameaça e o marginal reage atirando e, na maioria das vezes, matando um cidadão inocente.
            Tudo isso poderia ser evitado se os senhores que tanto defendem os profissionais da contravenção lutassem pela criação de uma Associação e Sindicato dos Salafrários, Assaltantes, Ladroes Trombadinhas e Outros, ou seja A.S.S.A.L.T.O.
              Essa entidade seria responsável pela profissionalização assim como pelo treinamento de seus associados.
          Devidamente treinados, com assessoria e orientação, seus membros agiriam de forma mais profissional o que evitaria mortes desnecessárias e aumentaria seus lucros e sua produtividade. 
          Com menos agressividade e mais profissionalismo seus ganhos aumentariam tornando-se, agora, micro-empreendedores do crime garantindo maior produtividade e mais satisfação após um extenuante dia de "trabalho".
          Salta aos olhos que esse texto é uma brincadeira tragicômica com o intuito de escancarar o anti-mundo em que fomos parar, se é que paramos.
       Mas se esse mesmo post, em sua íntegra, for levado ao congresso e apresentado aos parlamentares certos, encontraria eco e concordância plena.

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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

2018 Brasil país de todos? A igualdade dos tolos.


    Tão nocivo quanto o problema da desigualdade, só o mito da igualdade. Em nome dele, os guardiões da ética perseguem o pacto nacional da mediocridade.
        Já diziam os líderes do MST: não basta distribuir a terra, é preciso punir os fazendeiros. 
       É nessa linha que a classe média, coitada, que mora num conjugado em Copacabana e é chamada de “rica” pelas estatísticas governamentais, vai sendo enforcada por uma carga de impostos cada vez mais absurda, que a impede de consumir e aquecer a economia – tudo em nome da “igualdade”.
      O Ipea está comemorando “uma significativa redução na desigualdade de renda no Brasil” entre 2003 e 2017. O índice de Gini caiu 4,6%. É claro que, hoje em dia, esse tipo de informação "sai do governo" como press release do Bolsa Família.
         Chato é constatar que parte dessa “melhoria social” deve-se ao esfolamento dos 10% mais ricos, cuja renda caiu no mesmo período – lembrando que, no Brasil, o sujeito que ganha 2 mil reais por mês é considerado “mais rico”.
         Ou seja: chegaremos ao paraíso socialista no dia em que todos os brasileiros estiverem descalços na esquina pedindo trocados para carros imaginários. 



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sábado, 25 de agosto de 2018

Crack - Flagelo do Século 21

  
         O sol ia surgindo no horizonte daquela cidade.  Um céu avermelhado encimado por nuvens escuras dava um aspecto de "feio/bonito" ao amanhecer.
         Sobre o asfalto ainda úmido e frio estava estirado sem vida, pois o manto da morte me cobria por inteiro.
         Os primeiros transeuntes, chocados com meu corpo, não apenas por estar sem vida, mas pelo aspecto de uma deterioração que iniciou antes da morte, ficaram estáticos olhando a cena.
        Não me viam, somente eu os via, sentia a dor daqueles olhares de estranhos que emitiam opiniões de lástima por ter alguém chegado aquele estado de degradação.
      Enquanto o grupo se formava e dizia as coisas mais estranhas, mas verdadeiras, comecei a lembrar o quanto fui feliz antes de me entregar ao vício e ceder aos conselhos ruins de amigos (?) que mandavam provar das mais estranhas e perigosas drogas, mas que jamais, segundo eles, fariam algum mal.
    O sorriso alegre e de esperança em um futuro promissor que meus pais esboçavam a cada nota mais alta na escola, ou a um elogio de algum amigo ou professor, ecoava na minha mente sem corpo, enquanto olhava meu corpo sem mente, prostrado como se fosse um mendigo de afeto e carinho.
     Meus olhos espirituais fixaram olhos materiais sem vida e, como um espelho, refletiram dias em que festas de aniversário organizadas por minha mãe e tias identificavam um amor incondicional, enorme, e uma esperança de que seria um homem de bem e retribuiria todo o carinho ali depositado quando adulto.
     Tentei fugir, mas não consegui.
    Tentei não olhar, mas meus olhos espirituais não tinham pálpebras.
     O choro era apenas uma dor, não havia lágrimas.
    Não podia me desculpar pela dor que causara e que ainda causaria, pois, mesmo nestas condições, meus familiares e amigos chorariam as lágrimas que não possuo mais. Gritos e lamentos eu teria que ouvir e não poderia dizer nada, somente sofrer todas aquelas dores e decepções de pais que apostaram em mim.
    Vi meu corpo ser enrolado em uma lona preta e colocado em um veículo para ser levado. As pessoas ainda ficaram no local, chocadas, tristes e maldizendo todo este círculo de tráfico, distribuição e uso de drogas que permeia a sociedade como uma víbora sedenta de almas. Vi meus pais em estado de choque a recolher restos de meus trapos que sobraram junto ao corpo.
    Seus olhos estavam tão sem vida quanto os meus e a dor que experimentavam era incurável e os acompanharia até seus últimos dias.
    Antes de desaparecer sob o manto negro da morte, li o que estava escrito no muro próximo:
   Drogas, nunca mais!
    Este texto tem a modesta pretensão de mostrar a decadência provocada pelo consumo de drogas, geralmente debitado sob a "inocente" alegação:  Eu só uso socialmente, ou ainda só fumo pra relaxar um pouco... enfim pra cada caso uma desculpa.
    O consumo de drogas como a cocaína e o crack leva, na maioria alarmante dos casos a morte, e essa senhora de codinome morte não é afeita a desculpas, seu preço é: "A sua vida"!

Comentário: AnalfaBlog


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Aos que se amam...

 Amar sem limites é fazer do ser amado seu melhor amanhecer, ter nela seu maior tesouro e pensar nela sem sequer lembrar de suas necessidades ou preferências.
       Apenas viver por ela - para ela - para sempre.
       Alguém escreveu que o Amor faz a gente acreditar na imortalidade.
       Sou totalmente favorável a essa assertiva assim como torno-me discípulo do mesmo pensar, porque não parece haver lugar bastante ou tempo suficientemente grande na vida para uma ternura tão imensa quanto o amor verdadeiro.
       O ser se esvai, o amor jamais morre, apenas se afasta a aguardar-nos.
      É inconcebível que a mais avassaladora de nossas emoções não tenha senão os escassos momentos de uns poucos anos.


Texto: Paulo (AnalfaBlog)
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Revisão: Sandra Fernandes

A Lógica do Édem - Uma visão transformológica




               
         Não posso deixar de sentir-me desapontado com Adão e Eva. Isto é, com seus temperamentos, sua infantilidade e a pobreza de suas escolhas, não com eles, pobres criaturas jovens, com almas feitas de manteiga, que receberam como dádiva divina ordens para se pôr em enfrentamento com o fogo, e assim derreter. 
       Uma dúvida que não consigo reprimir é: 
       E se Adão e Eva tivessem sido "adiados" e, por exemplo, Martinho Lutero e Joana D´Arc postos em seu lugar... 
          Esse seria um esplêndido par, equipado com temperamentos feitos não de manteiga, mas de amianto e aço. Nem mediante persuasão ou ameaças do fogo do inferno, teria satanás conseguido tapeá-los e feito-os comer a maçã. 
             Isso, é claro, teria resultados.  
         A maçã estaria intacta até os dias atuais.  Não haveria a raça humana,  não haveriam vocês e não haveria um Eu. 
           O velhíssimo esquema da aurora da criação, que deu-nos outrora a existência, exterminou-nos! 
             Bem, por absoluto descrédito que deposito nas fábulas eis-me aqui bem vivo, assim como o resto do mundo.


Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog
Revisão: Sandra Fernandes

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Eleições 2018 - Afinal, de onde saem os políticos?




Quem é afinal esse povo, essa raça estranha, inacessível, inatingível, com super-poderes conhecida pelo codinome "Políticos"? De que se alimentam? Onde vivem? Porque só aparecem entre nós de 4 em 4 anos?  Porque nunca os vimos em cinemas, shoppings ou mesmo no supermercado? E sobretudo, porque tantos, senão a maioria absoluta, são tão corruptos e mentirosos? 
     Essas perguntas encontram eco e resposta entre nós. 
     Isso mesmo entre nós, porque somos todos participantes de um mesmo núcleo de existência chamado sociedade. A diferença que nos separa é apenas o mandato que lhes outorgamos, simples assim.
     Quando mantemos em nosso poder um objeto encontrado sem devolve-lo ou pelo menos tentarmos, ou quando espertamente usamos de artifícios para furar uma longa fila em vez de esperarmos como todos que lá estão, quando pedimos favores para um conhecido em uma repartição com a finalidade de passar nossa documentação  para cima da pilha e sermos os primeiros atendidos, estamos praticando atos de má conduta e corrupção que mesmo de pequeno porte e significância são tão deploráveis quanto a corrupção e roubalheira que tanto nos repulsa.
     Enquanto praticarmos e, pior que isso, considerarmos "normal" em nossas vidas esses pequenos deslizes continuaremos a ter em nossas escolhas, inclusive na escolha de nossos representantes, o espelho das nossas atitudes.
     Conta a história que há mais de 2000 anos atrás, quando o filósofo grego Diógenes de Sinope andava pelas ruas de Atenas em pleno dia com uma lanterna acesa, perguntaram a razão para tal atitude, este respondeu: que estava a procura de um homem honesto.
     Nem tudo está perdido visto que ainda existem homens honrados seja no exercício de mandatos ou mesmo entre nós.
      Sejamos como o filósofo Diógenes, mas isso é papo para amanhã. 

Texto: AnalfaBlog
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domingo, 19 de agosto de 2018

Politicamente falando - Mente medíocre em alma pequena.


           Quando escuto - e vejo - as bravatas e gritos de um ex-presidiário e atual presidente, que malfadadamente temo que suportar, ponho-me a conjecturar: 
       A história, em toda sua milenar amplitude, ensina-nos que nenhum homem que se autoproclama "isto ou aquilo", ou que diz ser melhor que A ou B, realmente acredita nisso. 
         Se acreditasse não o diria, tem outrossim uma necessidade compulsiva de que os outros acreditem. 
      O cão São-Bernardo nunca diria isso ao cachorrinho pequinês, nem o erudito o faria a um analfabeto, ou quem tem posição e empregos bons à um pobre pedinte, ou mesmo a mulher bonita para uma que não foi tão favorecida. 
       A autoproclamação de igualdade e superioridade só é feita por aqueles que se sentem inferiores. O que ela expressa é uma perigosa insanidade, uma ardente autoconsciência de uma inferioridade que a criatura se recusa a aceitar, e por isso se ressente cometendo as mais absurdas barbáries ou incitando outros a faze-lo. 
       Em nome de uma autoestima que nunca terá, passará uma vida inteira culpando o mundo por seus malefícios, e a todos por suas patifarias. 
       Não há nada tão ilusório como a extensão de poder de uma celebridade, parecendo, as vezes, que sua reputação chega até os confins do país - quando na realidade ela escassamente passa das últimas casas de um bairro, visto que seus pares conhecem-no e associam-se por benesses ou igual distúrbio psicopático.
       Se esse alguém pressentir uma contrariedade em sua "leal" matilha, ou ainda um adversário mais forte, e com isso perceber uma superioridade cultural ou intelectual, logo conclui tacitamente e sem consciência clara que este, em igual medida, notará e sentirá a sua inferioridade e limitação. Essa conclusão desperta o ódio, o rancor e a raiva mais amarga.
      O somatório dessas patologias cria o ambiente perfeito para delinquir, subornar, subtrair e descaradamente corromper sem remorsos ou problemas de consciência. 
       Esse tipo de patologia asquerosa, insensível ao sofrimento alheio é também individualista e antissocial.
     Aliado a isso temos o fato de que tudo acontece no Brasil, Terra maravilhosa, de gente pacífica, ultra-sub desenvolvida, mas feliz graças ao Ópio: Carnaval/futebol/ignorância, alias a ignorância as vezes é uma bênção, ela não exige a responsabilidade que a consciência nos traz.

Texto: AnalfaBlog (Paulo Fernandes)
Comentários: AnalfaBlog (Paulo Fernandes)

Revisão: Sandra Fernandes

sábado, 18 de agosto de 2018

Deputados... Ainda sobre eles;

   
       Pode parecer piegas, mas na eleição para presidente, governadores e senadores não existem dúvidas: o candidato mais votado é o eleito.

   No caso dos deputados federais, no entanto, a conta não é tão simples assim. Estes parlamentares são escolhidos a partir de um sistema proporcional de lista aberta.

   Cada Estado conta com um número de vagas específicas na Câmara dos Deputados, proporcional ao tamanho de sua população.
    De quatro em quatro anos, as 513 cadeiras são distribuídas não somente pelos votos recebidos diretamente pelos candidatos, mas principalmente por meio do volume de votos acumulados por um partido ou coligação.
    As eleições 2018 contarão com algumas novidades. Uma delas é que os candidatos terão de ter uma votação nominal mínima para serem eleitos. A regra deverá impedir que candidatos com um número inexpressivo de eleitores consigam chegar à Câmara.
   Entenda como funcionará o sistema proporcional nas eleições 2018 e saiba mais sobre as funções de um deputado federal nas perguntas e respostas abaixo:

  Como um deputado federal é eleito?
 A eleição de deputados federais, estaduais, distritais e de vereadores depende dos votos conquistados por um partido ou por uma coligação, e não somente pelos candidatos em si. É o chamado sistema eleitoral proporcional.
  Na urna, o eleitor pode escolher votar tanto no candidato de sua preferência, como no número de sua legenda preferida. Todos os votos, inclusive os nominais, são contabilizados para os partidos e coligações.
  Para saber quantas cadeiras cada partido ou coligação terá direito é preciso calcular dois números: o quociente eleitoral e o quociente partidário.
  O quociente eleitoral é a divisão do número de votos válidos pelo total de cadeiras que deverão ser preenchidas. Como na Câmara dos Deputados cada Estado da federação conta com um número específico de vagas, é preciso calcular um quociente eleitoral para cada região. Para esta conta, não são levados em consideração os votos nulos e brancos.
    Nas eleições 2018, candidatos deverão alcançar pelo menos 10% do quociente eleitoral para serem eleitos
   Atualmente, São Paulo é o Estado com mais deputados: 70. Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins são os menos representados, com oito parlamentares para cada um.

   Mas o que realmente pode fazer toda a diferença são as verbas que esses parlamentares devem trazer á suas regiões.
  A vocês meus amigos prometo trazer, durante esse pleito, informações sempre atualizadas e que possamos juntos trazer um novo rumo para esse combalido Brasil.


Comentários: Analfablog
Revisão: Analfablog