sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A face mais negra.



                 
             Vivo em uma cidade relativamente calma, no interior do Rs, de médio porte, com varias universidades, reconhecido esteio cultural e filosófico, e ótimo padrão de vida, mas enfim isso não é novidade no RS,  já que como um todo,  nosso estado é conhecido pelo nível cultural e riquezas naturais.
             Mas lugar algum do Brasil hoje se encontra livre das injustiças sociais ou do paradigma criado pelo vácuo existente entre os que são muito ricos e aqueles que são muito pobres.
            Os muito ricos não abrem mão de nada que possuem e lutam como leões por qualquer coisa que ainda não tenham, como se daquilo dependesse sua própria existência, e os muito pobres além de nada possuírem, não encontram forças ou apoio para lutar e mudar a situação em que estão.
         Torna-se assustadora a proporção da desigualdade social neste paradoxo.
        Recentemente estava retornando de carro do local onde executei um trabalho, em uma cidade vizinha, quando o semáforo ficou vermelho e assim como os outros veículos parei!
          Aí aconteceu:  
          Tive um instante de paralisia, Fiquei congelado. 
         Creio que nesse momento até meu peito cessou os batimentos. Não escutava mais o rádio do carro, o barulho dos veículos em volta, a algazarra comum e costumeira que nos rodeia no trânsito. 
          Deus do céu!... O que é isso?... Ou, sei lá, quem é isso?... Ou...
       No local onde estava à espera do sinal verde para proseguir, haviam pelo menos duas lanchonetes com aparências deliciosas e convidativas. 
     Se eu saisse do meu carro nesse momento, teria a minha disposição 10 a 15 opções de lanches, dos mais variados gostos e sabores
          É, mas o sinal ainda estava vermelho.
       A minha frente, vislumbro uma criatura, um ser humano, algo que somente com algum esforço lembraria uma pessoa. 
        Meu coração parou. Os carros, prédios, pessoas, ruídos sumiram todos.
       Ali na esquina uma petisserie, ou padaria para os mais abastados, que sabem degustar o sabor e se entregar ao prazer de comer bem...
        O tempo parou. Tudo sumiu. O escuro da tarde que terminava se fez mais negro.
       Vi erguer-se da calçada uma pessoa. uma mulher.
       Uma pobre criatura, ainda assim um ser humano, que não pesava mais que míseros 40 kilos.
       Reparei que ela não tinha piercings ou tatuagens, e seus rasgões não eram produto da moda. Sua magreza não era a de muitas meninas modelos. Seus ossos da face teimavam em deixar a pele esticada, formando rugas e vincos.
      Em seu corpo entrecortavam-se pele e ossos, que carregavam a árdua tarefa de se sustentar um no outro para conseguir produzir o prodígio de manter-se em pé como um corpo e dividir entre sí a função de agarrar-se a vida.
        Ví muita coisa, do meu nascimento até a idade que possuo hoje, mas nunca tinha visto a fome em sua expressão máxima.
       Aquela mulher não era um pedinte daqueles que vivem de carro em carro, ou semáforo em semáforo, ou mesmo dos que lhe cobram segurança pelo estacionamento.
      Aquela mulher era uma realidade e era quase irreal, uma visão indescritível da vida e um quadro vivo do horror, era tudo aquilo que eu só havia visto em filmes. 
      O semáforo preparou-se para verde, e rapidamente ela não perdeu tempo. 
         Correu desesperada para a pick-up que estava ao meu lado, mas era tão alto aquele carro de R$300 mil, que o motorista provavelmente nem a viu.
         Aliás, ninguém a viu.
         Só eu.
         Então, ela me olhou e estendeu a mão.
     No meu carro, ainda com prestações a pagar,  sem ação ou palavras procurei umas moedas, até mesmo porque pouco levo de valor comigo e meus cartões de crédito com certeza não teriam serventia no mundo dela.
         Nada... 
         Deveria ter estacionado, descido, me dirigido a ela, conversado, demonstrado solidariedade. Poderia ter interpelado o cara da pick-up do lado mas com certeza iria rir de mim, é claro.
         Diria, você só pode estar brincando ou então é louco.
         Então, o sinal finalmente abriu, e eu parti. 
         E pela primeira vez, vi a face da fome.
     Já presenciei por diversas vezes pessoas comendo lixo, e até mesmo escrevi algo sobre isso, mas aquela mulher me mostrou a fome em seu realismo mais cruel, sua face mais negra, sem as maquiagens das propagandas sobre miséria veiculadas pelos órgãos governamentais.
         Era a fome do corpo, da alma e do amor.
     Era fome de vida, de uma vida no fim das forças parecendo patéticamente viver quase que por implicância, por pirraça, por puro desaforo contra o destino!
      Vejo todos os dias carros nacionais e importados, pessoas em louca correria, muita fartura, pomposos restaurantes, bancos, e banqueiros ricos.
    Mas hoje consigo vê-los como realmente são: Pobres, paupérrimos, pobres de espírito, pobres de amor, pobres humanos ricos.
         Aí eu penso em alguns números que li em um blog outro dia:
        Vivemos em um país que tem muitos Ministérios (Nos anos 80 eram 12, antes do PT eram...?);
       Uma determinada ministra gastou mais de R$170.000,00 com despesas pessoais, uma determinada primeira dama comunista viaja e gasta como se não houvesse amanhã...
         O também ministro (É secretário, mas o status é de ministro) da Secretaria Especial da Aqüicultura e Pesca (SEAP), Altemir Gregolin, está na roda dos que gastaram “demais” com o cartão corporativo;
           Ou então, você consegue arrumar algum motivo para 12 deputados brasileiros irem dar um passeio cultural à Antártida?;
            Você consegue pensar em algum argumento, motivo, ou justificativa lógica para Recife ganhar uma praça de R$ 18 milhões, e que leva o nome da mãe do Lula?;
            Não temos dinheiro para educação, mas teremos uma Copa de Futebol em 2014;
            Escolas de Samba são patrocinadas por bicheiros e traficantes, assim como o futebol;
            Não existe um só brasileiro mantido preso por matar dirigindo bêbado...
            Sua conciência não lhe perturba porque usa suas posses e seu conforto como um anestésico.
          Em países orientais se um governante é flagrado roubando, decepam-lhe as mãos, houve um caso recente de um ministro japonês que pego em culpa, entregou imediatamente o cargo, foi pra casa e cometeu Hara-Kiri. E por aqui, na nossa amada "Terra Brasilis Impunis", eles são reconduzidos aos cargos "nos braços do povo".
             Está se tornando repetitivo escrever sobre fome e miséria, mas quando deparamos com situações severas como a relatada acima, e nada fazemos tornamo-nos anuentes, mais do que isso: Coniventes!
            Acordem...
            Acordem, antes que seja tarde demais...


Texto: AnalfaBlog
Comentários: AnalfaBlog

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Muita promessa, Pouca esmola! ou podia ser "Entre o Ideal e a Ideologia"





FRUTO DO RACIONAL (Leia-se Europa e países do primeiro mundo)...   



  




 E DE IDEOLOGIAS! (países do bloco sul americano, áfrica etc...)





                     Hoje pela manhã dei por mim pensando em uma postagem recente que fiz sobre a miséria, a fome e a desesperança humana, e quero crer que ninguem ignora a existência da fome neste país.
                    Miséria, todos falam, discursam e argumentam sobre ela em todas as esferas políticas.
                   A cada dia ouvimos pelos meios de comunicação alguem falando sobre erradicação da fome ou sobre como acabar com o bolsão de miséria neste ou naquele ponto do país. Mas refletindo melhor, poderia ser perigosamente nefasta e até mesmo desastrosa, a erradicação da miséria ou da fome. 
                     Pensemos:
             Sobre que promessas assentariam-se as milionárias campanhas eleitorais?
                  O que usariam como munição para atingir os adversários se não existirem a miséria e a fome? 
              A quem tentariam ludibriar dando esperança, se não houver o miserável e o faminto? E não existindo eles, sobre quem cairia a culpa da insegurança e do crime ?
              Pois é, como estamos vendo erradicar a fome e a miséria certamente seria nefasto, inviável politicamente, e com uma problemática futura de complexa solução:
                 A classe política ficaria sem ter o que discursar e sem ter o que prometer, pelo menos não com o impacto que essas mazelas produzem quando bem exploradas nos palanques eleitoreiros brasil a fora.
             Alguns irão espernear e atirar argumentos de que o governo distribui benefícios sociais por aqui e por ali... Ok. venham com números, fatos, como por exemplo: Quanto tempo duram esses benefícios, sacolões ou cestas básicas que nunca alimentam bem uma família? Alguns dias? Sim, porque todos sabemos que jamais duram 1 mês.
             Não me comove, assim como não me convence e nem me impressiona as imagens encomendadas pelo governo, mostrando a felicidade das pessoas no primeiro dia em que recebem a cesta/comida. Quero ver imagens sem cortes, edição ou maquiagens das mesmas pessoas no décimo ou vigésimo dia quando a esmola-bolsa tiver terminado e o mês ainda não.
             Sim porque as pessoas tem necessidades todos os dias e não somente naqueles calculados pela frieza dos números governamentais. 
           A situação pode mudar, precisaremos só mais 500 anos, e isso, se começarmos a fazer algo ainda hoje.

Texto: AnalfaBlog
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Brasil / Irã



          As boas relacões internacionais, são a base da diplomacia e o esteio da paz internacional,  mas devem serem prudentes e sensatas para produzirem bons frutos para os habitantes das nações envolvidas.
          Não pretendo estender-me em assunto tão polêmico,  mas na recente visita do presidente iraniano ao Brasil produziu-se um equivoco de proporções ainda desconhecidas.
Estou me referindo a abertura de nossas fronteiras a cidadãos iranianos sem a necessidade do visto diplomático, uma exigência internacional e reconhecidamente necessária, independente de nacionalidades,  para a segurança nacional.
                   Nada aqui postado é contra o povo iraniano,  mas por puro senso de observação e mínima noção de justiça humana, coloco-me a divagar:  O sujeito declara que não existiu o holocausto, escraviza  junto com os aiatolás,  seu povo mantendo-o na idade média,  direitos individuais suspensos desde a queda do Xá do Irã, universidades controladas através da censura imposta pelo poder dos aiatolás,  condenações sumarias a morte como foi o caso da pintora iraniana Delara Darabi de 23 anos, por manter relação sexual antes do casamento, e nós, o povinho da terra de Sta.Cruz aplaudindo!
                 Quanta ideologia barata, quanto fanatismo acéfalo!  Isso é o resultado de um Brasil com 500 anos de dominação política.               
                 Um dos mais respeitados pilares de sustentabilidade política é: Povo burro, gado perfeito!  Outros alicerces sólidos para assentamento e manutenção de um governo seriam: A opressão fundamentalista e a perda dos direitos individuais, mas isso são privilégios do governo Iraniano (Por enquanto).


Texto: AnalfaBlog
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sábado, 21 de novembro de 2009

Brasil - Que País é esse?


              É manhã de primavera e realmente parece que o dia promete ser lindo, um impar presente da natureza para quem decide ir caminhando para o trabalho.
             Andava em direção ao centro da cidade, conjecturando sobre as últimas noticias do pedaço de mundo chamado Brasil.  Quais as regras que irão reger as próximas campanhas políticas?  Irá se sustentar a fidelidade partidária?  E o fôro privilegiado para autoridades políticas?   
               De repente ao virar em uma esquina deparei-me com uma triste cena: duas crianças pequenas, dormiam sobre jornais debaixo da marquise de um magazine, cobertas com papelões e trapos como único abrigo contra a noite anterior, que se bem me lembro, chovia muito quando fui deitar por volta das 11:00 da noite.
              Ainda pasmo e triste com a cena, sigo na caminhada pela manhã agora já não tão linda.  
              Retomo meus pensamentos para a atual situação política do país e recordo as recentes maracutaias e negociatas nos escabrosos corredores do planalto!
             Passo através da praça central e ao sair do outro lado, vejo um casal, com uma criança de colo, buscando em uma lixeira pública o que seria a primeira refeição do dia.  
           Descortinou-se então uma visão do cotidiano em sua façe mais cruel.
           O dia continuava lindo, mas as nuvens da miséria patrocinada pela corrupção insistiam em pinta-lo de cinza e cobriam tudo com a névoa rubra que só o desencanto é capaz de produzir. 
           Cpi's, promessas de campanhas, desvio de verbas para enriquecimento pessoal, mensalão e mensaleiros, líderes que bradavam ética e honestidade e ora desnudos mostravam-se sujos como breu,  outros quando em campanha tudo criticavam e após eleitos nada sabem e nada veem, filas intermináveis em pronto-socorros e muitas outras sandices começaram a perturbar meus pensamentos e poluir a visão do dia que se iniciava, cobrindo de horror minha mente.
            Senti-me réu em assumida culpa por omissão! 
           Como pude ver isso todos os dias e ainda assim não ver?  O que houve com meu senso de justiça?  O que me tornei?  Onde em minha caminhada pela vida adentrei nesse caminho?  Quando me tornei conivente e cumplice dessas barbáries?
           Na verdade eu sempre soube as respostas, apenas me recusava firmemente a assumir minha parte na culpa.
           Eu sabia por exemplo, que quando permiti que a propaganda eleitoral  (na verdade eleitoreira)  entrasse em minha casa, com seus chavões e imagens criados com todo zelo por marqueteiros profissionais, e me seduzisse com suas promessas e ilusões, tornei-me cúmplice das safadezas que estariam por vir.
            Bastaria apenas desligar a tv no horário eleitoral,  e procurar por mim mesmo aquele a quem meu voto iria ajudar a eleger-se.
         Não, claro que não,  é muito mais facil e cômodo fazer a escolha pelo que nos é mostrado como "verdade" sobre as intenções do candidato. 
         Na tela, encontra-se diante de nós a solução de todas as nossas mazelas.        
           Tchan..."O candidato".
         Impecável, bem falante, quase sempre cercado de crianças sorridentes e felizes, e com cuidadosa partitura musical de fundo a emoldura-lo em seu melhor sorriso.
           Então pra finalizar o tempo disponível no horário eleitoral com chave de ouro: "O jingle da campanha"!
          Sou apenas mais um brasileiro descontente com a nossa política, mas o olhar daquela criança comendo lixo com seus pais vou reter com cuidado na memória,  e será esse olhar que levarei para a gabine de votação nas próximas eleições.
          Vou, a partir de agora,  fazer toda a força possível para jamais esquecer, que todos nós comemos  os  "frutos de nossas escolhas"!

AnalfaBlog!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Cultura farta na internet !



         Estava eu, navegando por postagens antigas, ao sabor dos ventos digitais da net quando algo chamou-me a atenção: Era o assasinato (execução pelo estado do Irã) da pintora Delara Darabi, iraniana de 23 anos por enforcamento público no dia 1 de maio de 2009, muito bem redigido e aberto à comentários.
         Aí acabou a paz. Terminando de ler a matéria,  passei aos comentários dos internautas de plantão (sempre eles), com suas colocações as vezes coerentes, outras absurdas, ou ainda fora do assunto em pauta, mas quase todas dentro do espírito democrático de respeito ao pensamento alheio e por isso mesmo aproveitáveis, até que surgiram os Analfanautas.
          Eles povoam as salas de bate papo, infestam os blogs, enfim em cada canto da net pimba: Lá estão eles postando com a maior autoridade verdadeiras pérolas, como estas que não consegui resistir e suprimindo por uma questão de respeito, os nomes das criaturas, mantive a fidelidade textual para a posteridade.

          ECIS IRANIANOS COM CERTESA NUNCA COMETERAN UM ATO INFRASIONAL, NA MEDIDA QUE PUNI COM TAMANHO RIGOR ESTA MULHER. CÉ ALÁ MANDA MATAR ,CÉ ESTÁ ESCRITO NO AUCORÃO, EMTÃO OS IRANIANOS SÃO BURROS POR NÃO TER UM MINIMO DE VONTADE PROPRI SÓ FAS AQUILO QUE ESTA ESCRITO NÃO TEM CRIATIVIDADE, NÃO TEM VONTADE PROPRIA, CÉ ELA VAI MORRE POR TER MATADO QUEM VAI MATAR A PESSOA QUI VAI POR A CORDA NO PESCOÇO DELA. CÉ LEVOR CHIBATADAS POR TER TEDO RELAÇÃO SEXSUAL ANTES DO CASAMENTO,PERGUTE EM ATO COFECIONARIO PARA OS HOMES RESPONSVEU PELA MORTER DESA MULER QUAL DELES QUIRIA TER PRATICADO SEXO COM ELA , COM CERTESA TODOS LEVANTARIA AMÃO E FALARIA EÚ, ISO TUDO E IMPOCRESIA, ELA NÃO E NEM UMA SANTA TEM QUE PAGAR PELOS SEUS ERROS COM JUSTIÇA,TABEM NÃO PODE E FICAR DO JEITO QUE ESTA OLIXO QUE E O BRASIL POLITICO ENVOLVIDO NOS MAIORES ROBOS E NÃO SÇAO PUNIDOS MAIS PRENDE O LADRÃO SINHO PÉ DECHINELO QUE ROBÁ UM DOCÉ NO SUPER MERCADO. QUE SEJÁ FEITA A VONTADE DE DEUS .PAI NOSO QUE ESTAIS NO CEU SANTIFICADO SEJÁ TEU NOME VENHA A NÓS VOSSO QUE SEJÁ FEITA A TUA VONTADE AQUI NA TERRA COMO NÚ CEU PERTUAS A NÓSSA OFENSA A SIM COMO NÓS PERDOAMOS AQUEM NOS O FEDERÃO, CERA QUE PERDOAMOS AS PESSOAS QUE NOS OFEDEM. ISTO QUE VOCES VÃO FASER E RÁRÁMM.{PECADO}
Comentário por   F.O.   — 18 de abril de 2009 @ 9:01

EU SOU CONTRA A PENA DE MORTE , POIS NIMGUÉM TEM O DEREITODE TIRA A VIDA DE NIMGUÉM , SÓ QUEM TEM ESSE DEREITO É DEUS , SOMENTE ELE….ACHO TEM TODOS NÓS TEMOSO DEREITO AO PERDÃO POIS JESUS PERDOOU AQUELES QUE LHE CRUCIFICARAM LÁ NA CRUZ DO CALVARIO, NAS ULTIMAS ELE FALOU PAI PERDOA ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM…..POIS ACHO QUE ESSA MOÇA TEM O DEREITO DO PERDÕA…..
Comentário por V.  — 19 de abril de 2009 @ 0:23

ACHO UM ABISURDO ESTAS PESOAS IGNORANTI FALAREM DE JUSTIÇA DAQUI, SENTADAS CONFORTAVELMTNE DIAMTE DO CONPUTADOR, ENQUANTO SEQUER QUERME SE ESFORÇAR PARA PENSAR:PORQUE A MIORIDADE SERÁ DE NOVE ANOS EM UM PAÍS TAÕ BÁRBARO. CALEN A BOCA E VÃO SE IMSTRUIR ANTES DE FALAREM TANTA BESTEIRA.
Comentário por M. — 18 de abril de 2009 @ 7:29

            O que falar agora? Como sintetizar a absurda realidade de um povo mantido na ignorância pelo descaso interesseiro de governantes "de palanque" e de promessas. É a teoria da retro-cultura, palco perfeito para o teatro político dos vendedores de ilusões e incentivada pela mídia televisiva, como segunda interessada em colocar seu produto - na forma de programas de auditório de baixo teor cultural e dramalhões de baixo custo - com ibope alto e retorno de anunciantes milionário.
             Sabemos que quanto maior a cultura de um povo, menor é a margem de erros que comete, principalmente nas escolhas políticas.
             Mas enquanto a parcela mais preocupada com o destino que lhes aguarda, vota consciente de que seu papel é fundamental para cessar os desmandos do Planalto e mudar o quadro que nos mostra cada dia seu lado mais tenebroso, uma massa imensa vai ao pleito eleger motivada pela: carinha bonita do candidato, o churrasco que ele ofereceu na quadra da escola de samba, a camiseta e a bandeira que ganhei na passeata que a amiga Clotilde me levou, etc...
             Por essas e outras que eguinha pocotó, tchutchuca do tigrão, e bonde do c... fazem tanto sucesso!
             Bem, nem tudo está perdido, e como sempre se consegue aproveitar algo, a lição ao menos deixa bem claro com que votos certos mandatários se elegem.
            Como diz a máxima: Os iguais se procuram, se entendem e se apoiam, visto que sendo iguais são unos.


            Para aqueles que porventura quiserem se aprofundar na questão, os comentários que serviram de tema para esta postagem estão disponíveis na íntegra no blog "Sem Fronteiras", basta procurar por Delara Darabi, execução, Irã, ou em qualquer blog da net pois os analfanautas proliferam pro todo o cyberspaço!


Texto: AnalfaBlog
Comentários: Analfablog