Quando escuto - e vejo - as bravatas e gritos de um ex-presidiário e atual presidente, que malfadadamente temo que suportar, ponho-me a conjecturar:
A história, em toda sua milenar amplitude, ensina-nos que nenhum homem que se autoproclama "isto ou aquilo", ou que diz ser melhor que A ou B, realmente acredita nisso.
Se acreditasse não o diria, tem outrossim uma necessidade compulsiva de que os outros acreditem.
O cão São-Bernardo nunca diria isso ao cachorrinho pequinês, nem o erudito o faria a um analfabeto, ou quem tem posição e empregos bons à um pobre pedinte, ou mesmo a mulher bonita para uma que não foi tão favorecida.
A autoproclamação de igualdade e superioridade só é feita por aqueles que se sentem inferiores. O que ela expressa é uma perigosa insanidade, uma ardente autoconsciência de uma inferioridade que a criatura se recusa a aceitar, e por isso se ressente cometendo as mais absurdas barbáries ou incitando outros a faze-lo.
Em nome de uma autoestima que nunca terá, passará uma vida inteira culpando o mundo por seus malefícios, e a todos por suas patifarias.
Não há nada tão ilusório como a extensão de poder de uma celebridade, parecendo, as vezes, que sua reputação chega até os confins do país - quando na realidade ela escassamente passa das últimas casas de um bairro, visto que seus pares conhecem-no e associam-se por benesses ou igual distúrbio psicopático.
Se esse alguém pressentir uma contrariedade em sua "leal" matilha, ou ainda um adversário mais forte, e com isso perceber uma superioridade cultural ou intelectual, logo conclui tacitamente e sem consciência clara que este, em igual medida, notará e sentirá a sua inferioridade e limitação. Essa conclusão desperta o ódio, o rancor e a raiva mais amarga.
O somatório dessas patologias cria o ambiente perfeito para delinquir, subornar, subtrair e descaradamente corromper sem remorsos ou problemas de consciência.
Esse tipo de patologia asquerosa, insensível ao sofrimento alheio é também individualista e antissocial.
Aliado a isso temos o fato de que tudo acontece no Brasil, Terra maravilhosa, de gente pacífica, ultra-sub desenvolvida, mas feliz graças ao Ópio: Carnaval/futebol/ignorância, alias a ignorância as vezes é uma bênção, ela não exige a responsabilidade que a consciência nos traz.
Texto: AnalfaBlog (Paulo Fernandes)
Comentários: AnalfaBlog (Paulo Fernandes)
Revisão: Sandra Fernandes
O somatório dessas patologias cria o ambiente perfeito para delinquir, subornar, subtrair e descaradamente corromper sem remorsos ou problemas de consciência.
Esse tipo de patologia asquerosa, insensível ao sofrimento alheio é também individualista e antissocial.
Aliado a isso temos o fato de que tudo acontece no Brasil, Terra maravilhosa, de gente pacífica, ultra-sub desenvolvida, mas feliz graças ao Ópio: Carnaval/futebol/ignorância, alias a ignorância as vezes é uma bênção, ela não exige a responsabilidade que a consciência nos traz.
Texto: AnalfaBlog (Paulo Fernandes)
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