Estava em viagem no meu carro, e ao sintonizar em um programa de radio local deparei com um debate sobre Direitos Humanos, violência urbana, suas causas e soluções com as colocações de três eminentes formadores de opinião.
Do alto de sua sapiência lá estavam eles incólumes e impolutos, defendendo os direitos humanos para meliantes, unânimes em afirmar que a problemática da violência que nos assola fica por conta da falta de ações sociais que ofereçam ao criminoso oportunidades de trabalho digno.
No momento pensei:
Vale a pena escutar um pouco isso para ver no que vai dar.
Rapidamente percebi que era tempo perdido mas continuei ouvindo.
O que se via claramente era uma indisfarçável tentativa de justificar o injustificável.
Em quase 30 minutos de um debate inexistente, visto que em 100% do tempo as opiniões eram unânimes, surgiram pérolas dignas de um romance de Dante.
Para citar apenas uma, ao ser questionado sobre criminosos soltos pelo indulto de natal, que assassinam, estupram e assaltam, um dos entrevistados alegou que os "direitos humanos" nada tem a ver com isso, pois quem libera os presos é a lei, e é sobre ela que deve recair o peso dos erros cometidos pelos mesmos, assim como a ela devem ser feitas as reclamações de quem se sentir lesado.
Ví, como em um passe de mágica, a lei ser transformada em um ser tangível, que pode ser admoestado e cobrado por seus erros e não como aquilo que realmente o é: Um conjunto de regras regulatórias para a sociedade civíl.
Ví, como em um passe de mágica, a lei ser transformada em um ser tangível, que pode ser admoestado e cobrado por seus erros e não como aquilo que realmente o é: Um conjunto de regras regulatórias para a sociedade civíl.
Ao término do programa de "debates" eu me encontrava em choque.
Direitos Humanos é algo sério de amplitude mundial e o que acabara de ouvir ia as raias do absurdo.
Os direitos humanos tem um papel social fundamental, além da sagrada proteção à vida, coibir atos e ilicitudes de governos contra o cidadão, preservar-lhes a identidade e integridade assim como o sagrado e irrestrito direito a integridade física.
O que se percebe, eventualmente, vindo de quem se diz atuar em nome dos "direitos humanos" é uma blindagem protecional a assassinos ou criminosos de alta periculosidade dificultando, quando não impedindo o trabalho policial, mas isso é matéria para outra postagem.
O que se percebe, eventualmente, vindo de quem se diz atuar em nome dos "direitos humanos" é uma blindagem protecional a assassinos ou criminosos de alta periculosidade dificultando, quando não impedindo o trabalho policial, mas isso é matéria para outra postagem.
Chega de bla, bla, bla, e vamos ao comentário sobre as colocações juristas e filosóficas destes três senhores.
A pergunta é:
O que fariam o prof. Eres, o advogado Marcos ou ainda o sociólogo Ribas ao acordarem no meio da noite com um marginal apontando-lhes um arma, dentro de sua casa, em seu dormitório, aquilo que na teoria deveria ser o seu refúgio mais íntimo e seguro?
O que fariam o prof. Eres, o advogado Marcos ou ainda o sociólogo Ribas ao acordarem no meio da noite com um marginal apontando-lhes um arma, dentro de sua casa, em seu dormitório, aquilo que na teoria deveria ser o seu refúgio mais íntimo e seguro?
De que lhes serviria toda a verborragia juridica neste momento?
Já acordaram para a vida real?
Já visitaram nações miseráveis onde pessoas são assasinadas nas ruas por governos corruptos, isso quando não morrem famintas?
Já visitaram nações miseráveis onde pessoas são assasinadas nas ruas por governos corruptos, isso quando não morrem famintas?
Não sabem que Direitos Humanos não é defender os bandidos, mas seus direitos básicos assegurados na lei?
Por acaso já tomaram ciência do país em que vocês mesmo vivem?
Da naú chamada impunidade em que navegamos?
Dos conchavos de magistrados e juristas com políticos calhordas, que para livrarem as caras de compadres e afilhados, criam leis que no final favorecem criminosos, fornecendo brechas na legislação para a felicidade de certos advogados.
Já se concientizaram de que ao assistirem a lei, que tanto usam em suas dissertações e debates, colocar alguém que foi preso pela primeira vez, em uma cadeia superlotada, sabendo que essa criatura vai ser seviciada, espancada e arregimentada para o crime, vocês tornam-se anuentes, ou mais do que isso, coniventes?
Quando fecham os olhos para essa atitude da lei podem estar certos que vocês não estão sendo "humanos" e muito menos "direitos".
Quando escuto a já desgastada argumentação de que: "A lei prende com a finalidade de recuperar o meliante e traze-lo de volta ao convívio da sociedade", começo a pensar em como isso tudo vai acabar.
Tomaram real ciência de que cárceres lotados em cadeias dominadas por facções, não recuperam ninguém?
Tomaram real ciência de que cárceres lotados em cadeias dominadas por facções, não recuperam ninguém?
A problemática não está nos bandidos, que são apenas o que são, nem mesmo na sociedade que simplesmente representa o coletivo, mas em vocês.
Enquanto sociólogos, juristas, magistrados e até a indefectível OAB se degladiam em discussões filosóficas de inútil utopia, afirmando como as coisas deveriam ser, desperdiçam inutilmente seus esforços desprezando o que realmente deve ser feito.
Lembrem que apenas os homens de bem ainda escutam seus arrobos e delírios de saber, os marginais, esses seguem céleres no seu metier.
Mas os homens de bem um dia também cansam e ai...
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