segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Cuba - Uma história controversa.

      
 
 
 
 
 
 
 Por mais que pareca uma afronta as leis naturais que polarizam as coisas sempre em dualidades, como por exemplo o mal e seu oposto o bem, ou o preto e seu alter ego o branco (estou me referindo as cores do espectro crômico) ou mesmo o certo e o errado, Cuba, essa simpática ilha e seu tão sofrido povo, parece discordar dessas certezas, e para confirmarmos isto basta analisar, com isenção, a sua recente história.
        Em uma análise bastante superficial vamos recordar uma Cuba que inicialmente foi ocupada pelos europeus e denominada "república das bananas" sendo meticulosamente repartida pelas principais potências europeias da época para ocupação e exploração.
        Em muito pouco tempo a Espanha já possuía a ilha e repassou o domínio de Cuba aos EUA como um protetorado.
        Bem, parecia que finalmente Cuba, e seu povo, haviam se livrado da Espanha, mas logo ficou claro que haviam apenas mudado de feitor! 
        A partir dessa época todos os produtos cubanos só poderiam ser exportados para os Estado Unidos a preços irrisórios.
        Com a eleição de Fulgêncio Batista, Cuba (o povo cubano) acreditou que suas preces haviam sido atendidas e finalmente teria conseguido sua tão sonhada autonomia.
        Ledo engano, Fulgêncio Batista era só um político corrupto totalmente vendido aos interesses americanos que sem qualquer escrúpulo permitiu a vinda em massa da máfia americana com seus cassinos, assassinatos, corrupção, prostituição e drogas.
        Por sua vez, Batista promoveu censuras, retaliações e execuções públicas lá pelo fim da década de 50.
        O descontentamento e a pressão levaram a revolução que teve início em 26 de julho de 53 e culminou com a entrada do exército revolucionário em Havana em 1 de janeiro de 59.
        Bem, parece que agora nas mãos dos "soldados do povo e revolucionários da pátria", finalmente as provações acabariam para a maravilhosa ilha e seu sofrido povo... mas, infelizmente não foi o que se viu pois o poder rapidamente corrompeu almas e corações, e totalmente seduzidos pelo dinheiro abundante da extinta URSS escravizaram e sufocaram o pacífico povo cubano começando um novo martírio, agora sob o garrote comunista com suas normas e leis  ditatoriais e assassinas.
        Mas, e os EUA? Como ficou a parte deles nessa ladainha?     
        Os gringos, daquela época é claro, possuíam 70% das terras aráveis de Cuba, quase todo o açúcar assim como interesses diversos, e foram despejados e mandados de volta sem qualquer reparação por terras, imóveis, cassinos, comércios, equipamentos e insumos que, em primeira análise, haviam realmente comprado.
        Justificando a abertura deste artigo vemos que a ilha de Cuba, antiga Joia do Caribe, tem tudo para ter paz, progresso, turismo farto, e prosperidade, mas esses elementos não estarão disponíveis enquanto estiver em falta o componente principal: Liberdade.
        Embora a história seja rica e exemplar, não vou estender-me por questões de tempo e espaço para texto, mas vocês já podem intuir o porque das sanções americanas que duram até hoje.
        Para quem gostou ou se interessa pelos "fatos reais" da história mundial, sugiro como leitura: 
        A invasão da Baía dos Porcos (17 de abril de 1961 a 20 de abril de 1961), e também A Crise dos Mísseis de Cuba (16 de outubro de 1962 a 28 de outubro de 1962)

Redação e pesquisa: AnalfaBlog (Paulo Fernandes)
Comentários: AnalfaBlog
Revisão e Análise: Sandra Fernandes
 


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