Eu gosto muito de historias e assim como tudo na vida as historias geralmente são baseadas em fatos, e os fatos são imperiosamente reconstruídos de traz para a frente, ou seja, vindo do passado em direção ao momento atual.
Vejamos o que nos conta o passado recente da nossa conturbada política nacional:
O PSL era um partido minúsculo, uma legenda igual a tantas outras do chamado "baixo clero" com apenas um ou dois deputados federais na câmara, e que naquele momento andava cogitando mudar seu nome de legenda para "Livres", e acalentava a ideia de adotar um posicionamento parecido com o dos Líberos americanos que usurpando o termo "liberal" da direita olharam para a esquerda, prova está que lá atras quando a imprensa ventilou a ideia de Jair Bolsonaro iniciar uma conversação com o PSL (Livres), imediatamente foi veiculada uma nota para essa mesma imprensa com o título - Nota de Esclarecimento: Jair Bolsonaro não virá para o PSL.
Muito bem, na contra mão da vontade da ala mais radical do PSL, o Sr.Luciano Bivar em uma jogada de mestre resolveu trazer Jair Messias Bolsonaro para o "seu partido" e o resto da história todos sabemos, uma explosão de crescimento histórica saltando da noite para dia de apenas um ou dois deputados para ser uma das maiores forças políticas com 56 deputados (55 com a expulsão de Alexandre Frota), e futuro titular de um fundo partidário respeitável.
De modo geral esses momentos políticos em qualquer país do mundo são motivados pelo crescente descontentamento da maioria da população com o sistema vigente e seus mandatários, criando um fenômeno de esperança, e porque não dizer de fé, na pessoa deste ou daquele candidato, aparecendo aí um fenômeno político avassalador, no caso em questão foi a figura do então candidato Jair Messias Bolsonaro, que traduzia todos os anseios de uma imensa população descrente em tudo.
Esse fenômeno é claramente perceptível, atraindo políticos de índole duvidosa, candidatos sem qualquer expressão, assim como marinheiros de "primeira viagem",
São pessoas de todas as correntes ideológicas, compatíveis com o anseio popular é claro, trazendo em seu bojo as melhores e as piores intenções.
O Candidato Jair Bolsonaro, agora eleito presidente, tem a ingrata terefa de "limpar a casa" para fazer jus as promessas de campanha (coisa impensável num passado recente) para trabalhar e colocar o país nos trilhos.
Eis que a coisa não se configura tão fácil como deveria ser, figuras que juravam fidelidade incondicional e apoio irrestrito durante a campanha decidiram que a dureza das regras presidenciais iria contra seus planos e ambições, formando-se aí o maior temor de um governante: O Inimigo íntimo.
Poderia alongar-me por páginas e mais páginas sobre a índole, o caráter ou a falta dele, de cada político que faz parte desse teatro, mas isso são fatos que já foram largamente divulgados pelas mídias, assim sendo seria chover no molhado.
O fato é que após ponderar as consequências, vantagens e desvantagens para a viabilização de um bom mandato, sem pressões ou ameaças internas para alocar favores e beneficiar favorecidos, o Sr. Presidente da República decidiu que valia mais a pena construir um barco novo do que consertar um barco afundando.
O que vai acontecer? Na verdade não sei, ou melhor, não sabemos, mas de minha parte eu desejo a todos nós um país realmente digno de ter como nome: Pátria Amada BRASIL.
Boa Sorte Sr.Presidente.

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