No passado as sociedades experimentaram diversas formas de repressão, que se instalaram em varios contextos sócio políticos e sócio culturais.
Nos ultimos anos entretanto percebe-se notadamente que vivenciamos uma tendência exacerbada de flexibilizar e aceitar tudo, talvez numa tentativa desorientada de recuperar o tempo perdido de tanta repressao.
Existe atualmente uma constante pressão para que tudo seja visto com extrema naturalidade.
Chegamos a um ponto em que na mídia escrita ou televisiva, tudo pode ser justificado como arte , diversão ou, é claro, dinheiro ( leia-se Playboy ).
Chegamos a um ponto em que na mídia escrita ou televisiva, tudo pode ser justificado como arte , diversão ou, é claro, dinheiro ( leia-se Playboy ).
Se determinada conduta confere diversão ou gera receita financeira, é prontamente proibido abarca-la na questão de certo ou errado.
Criticar ou adentrar no âmbito do "certo ou errado" é ser moralista conservador, e julgado severamente por jornalistas, comunicadores, e qualquer um que pertença ao círculo da mídia.
Falar em moral, valores, questionar condutas, debater a erotização da televisão e a instigação sexual precoce propiciada pela exposição, ou qualquer coisa do gênero virou sinônimo de caretice e conservadorismo.
Nos dias atuais tentar resgatar valores é "querer dar aula de moral" em tempos de Baco.
O resultado não tardou a aparecer e é caótico.
A Sociedade não consegue mais distinguir o que é ser um moralista conservador (sujeito chato, preconceituoso e totalmente fora do contexto) e o que é ter senso crítico.
A televisão apresenta programas cada vez mais chulos e valores cada vez mais deturpados. A mulher é usada como objeto de apelo sexual apenas para enfeitar o ambiênte, e o mais impressionante é percebermos que estão totalmente a vontade naquilo que acabou sendo denominado "Hall of Stars in the show business".
A possibilidade de fama e dinheiro fácil a todos seduz.
Neste prisma, mercantilizar o corpo feminino se tornou instrumento indispensável para atrair índices mais altos de ibope, na infame guerra de audiência.
Programas de televisão idiotizam a mulher nas situações mais gratuitas.
É isso que você assiste com eles quando chega do trabalho?
É isso que eles estão ouvindo?
Esses são nossos exemplos de sucesso?
E esses são os modelos identificatórios de suas filhas?
São os referenciais que elas tem?
E para os adolescentes quais são os referenciais de sucesso?
E aí?
E aí?
Quais são nossos valores afinal?
São esses que a mídia nos transmite?
Não permita que essa tendência confunda e molde sua visão.
Não seja conivente com a inversão de valores.
Assistir, não só é normal como torna-se prazeroso, mas quantos estarão prontos para ver sem se envolver, assistir sem copiar ?
Fique esperto.
Isso não é falso moralismo, não sou retrógrado, gosto de TV e até tenho alguns ídolos, apenas as vezes percebo algo a incomodar meus sentidos:
É meu senso crítico.




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