terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quem escondeu a paz?

          Ouvimos todos os dias, a cada minuto, sempre o mesmo bordão: Violência e paz.  
         Ok, estamos cansados de saber que todos querem a extinção da violência assim como almejam a tão sonhada paz duradoura.
               Será mesmo?  Já houve tempos de paz?  Porque na história humana, todos os fatos são marcados por conquistas,  guerras e violência e não por períodos de paz e consenso ?
             A análise dos fatos cotidianos nos mostra que todas as preocupações estão com seu foco voltado para a violência,  seja ela de que tipo for. 
             A barbárie atinge a todos indistintamente, e o que se vê é elevar-se ruidosamente o brado contra a violência, mas pouco ou nada se faz de concreto para elimina-la.
              Desde remotos tempos o homem vive a cultura do poder,  autoridade e riqueza de uns sobre outros, residindo em grande parte aí a nossa falta de preparo para a convivência pacífica. Mesmo com toda a evolução humana e tecnológca os objetivos materialistas parecem não ter limites, tudo para manter previlégios e poder.
              Sejam o modelo de sociedade ocidental capitalista-liberal, que é consumista e mercantilista ou o modelo social-comunista-trabalhista que é retrógado e escravizante, ambos são nitidamernte excludentes. No segundo modelo ninguem possui nada além dele mesmo ser posse do "estado",  o que alimenta a revolta e insatisfação humana, a qual só pode ser governada (controlada) através da força,  outorgando aos que estão no comando previlégios e poder em detrimento de outros.
              O outro modelo possui liberdade total para os cidadãos, mas tem como preço o deus "Mercado", ou seja, a capacidade de vender e comprar. Quem é despojado de bens ou recursos não pode se aproximar do mercado e é excluído,  uma vez que o mercado tornou-se a única forma de vida. Esse estilo e seus governos viram as costas aos despojados visto que eles nada tem a oferecer ao modelo de consumo e produção existente.  Quer violência maior ?
             É preciso que se estabeleça uma nova ordem nesse caos, porque temos muitas leis mas somos carentes de justiça, e onde não há justiça não há equilíbrio,  o desequilíbrio traz a disputa e o confronto,  e esses produzem o descontrole em que vivemos. 
              Essa é uma sociedade que se extraviou dos limites, perdeu seu norte.
             Uma sociedade que mais deseduca do que educa, onde todos os valores incidem sobre o dinheiro e posses,  atitude e poder.
             Então o que temos é a competitividade conspirando contra a cooperação, que é muito mais produtiva e próspera. 
            A riqueza que  explora e mantém a pobreza, o capital  que sobrepôe-se ao trabalho, a tecnologia que elimina empregos, instituições desacreditadas e os políticos afundados em um mar de  corrupção e safadezas. 
           No rabo desse foguete vem a valorização extrema da beleza aparente, e o consumo exacerbado de uns contra o desprovimento total de outros.
            Como podemos almejar a paz em um mundo marcado por tantos e tão profundos desequilíbrios humanos? 
            A pergunta é:  Já chegamos ao fundo do poço?  
            Não sei,  mas posso afirmar que ele se chama "caos" e nossa descida até ele está sendo feita num rítimo alucinado!


Texto: AnalfaBlog
Comentários: Analfablog

3 comentários:

  1. Paulo Renato Táxi 08125 de dezembro de 2010 às 01:32

    Pergunte a um desempregado, se êle quer paz ou guerra, agora faça a mesma pergunta a uma pessoa que ganhe mais de dez mil reais por mês, e me diga qual o resultado.

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  2. Paulo Renato Táxi 08125 de dezembro de 2010 às 01:32

    Pergunte a um desempregado, se êle quer paz ou guerra, agora faça a mesma pergunta a uma pessoa que ganhe mais de dez mil reais por mês, e me diga qual o resultado.

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  3. É Paulo Renato, acertou em cheio pois é aí que eu me refiro!
    AnalfaBlog!

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